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quinta-feira, 14 de abril de 2016

As respostas dos regimes demoliberais à crise

As fragilidades do capitalismo e o New Deal
As fragilidades do capitalismo e o fracasso das primeiras medidas de combate à crise
Analisar o fracasso das primeiras medidas de combate à crise
O New Deal
 Identificar as fases do New Deal

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SUBTEMA J.1.: A GRANDE CRISE DO CAPITALISMO NOS ANOS 30

CONTEXTUALIZAÇÃO
Após o fim da 1ª Guerra Mundial, os EUA viveram uma década de prosperidade económica. 
Na década de 1920, as economias europeias começaram a recuperar, as fábricas produziam cada vez mais, iniciando um período de desenvolvimento económico. 
Em finais de 1929, esta "euforia" foi interrompida por uma grande crise financeira que começou nos EUAe alastrou ao resto do mundo. 
Falências, desemprego e fome foram alguns dos problemas que abalaram a economia mundial neste período.

CRISE DE 1929

A CRISE DE 1929




A GRANDE DEPRESSÃO

A GRANDE DEPRESSÃO



NEW DEAL: NOVA DISTRIBUIÇÃO

NEW DEAL (NOVA DISTRIBUIÇÃO)
The New Deal



BIOGRAFIA: JOHN KEYNES


John Maynard Keynes
Nascimento:5 de Junho de 1883-Cambridge, Inglaterra
Morte:21 de abril de 1946 (62 anos)-Tilton, East Sussex, Inglaterra
Ataque cardíaco
John Maynard , foi um economista britânico cujos ideais serviram de influência para a macroeconomia moderna, tanto na teoria quanto na prática. 
Ele defendeu uma política económica de Estado intervencionista, através da qual os governos usariam medidas fiscais e monetárias para mitigar os efeitos adversos dos ciclos económicos - recessão, depressão e booms. 
Suas ideias serviram de base para a escola de pensamento conhecida como economia keynesiana.
Na década de 1930, Keynes iniciou uma revolução no pensamento económico, se opondo às ideias da economia neoclássica que defendiam que os mercados livres ofereceriam automaticamente empregos aos trabalhadores contanto que eles fossem flexíveis em suas demandas salariais. 
Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, as ideias económicas de Keynes foram adotadas pelas principais potências económicas do Ocidente. 
Durante as décadas de 1950 e 1960, o sucesso da economia keynesiana foi tão retumbante que quase todos os governos capitalistas adoptaram suas recomendações.
A influência de Keynes na política económica declinou na década de 1970, parcialmente como resultado de problemas que começaram a afligir as economias estadunidense e britânica no início da década e também devido às críticas de Milton Friedman e outros economistas neoliberais pessimistas em relação à capacidade do Estado de regular o ciclo econômico com políticas fiscais. 
Entretanto, o advento da crise económica global do final da década de 2000 causou um ressurgimento do pensamento keynesiano. A economia keynesiana forneceu a base teórica para os planos do presidente estadunidense Barack Obama, do primeiro-ministro britânico Gordon Brown e de outros líderes mundiais para aliviar os efeitos da recessão.
Em 1999, a revista Time nomeou Keynes como uma das cem pessoas mais influentes do século XX, dizendo que "sua ideia radical de que os governos devem gastar o dinheiro que não têm pode ter salvado o capitalismo". Keynes é amplamente considerado o pai da macroeconomia moderna e, de acordo com comentaristas como John Sloman, é o economista mais influente do século XX. 
Além de ser um economista, Keynes era também um funcionário público, um patrono das artes, um director do Banco da Inglaterra, um conselheiro de várias instituições de caridade, um escritor, um investidor privado, um coleccionador de arte, e um fazendeiro. 
De estatura imponente, Keynes tinha 1,98 metro.
A escola Keynesiana ou Keynesianismo é a teoria económica consolidada pelo economista inglês John Maynard Keynes em seu livro Teoria geral do emprego, do juro e da moeda (General theory of employment, interest and money) e que consiste numa organização político-econômica, oposta às concepções neoliberalistas, fundamentada na afirmação do Estado como agente indispensável de controle da economia, com objectivo de conduzir a um sistema de pleno emprego. Tais teorias tiveram uma enorme influência na renovação das teorias clássicas e na reformulação da política de livre mercado.
A escola keynesiana se fundamenta no princípio de que o ciclo económico não é auto-regulado como pensam os neoclássicos, uma vez que é determinado pelo "espírito animal" (animal spirit no original em inglês) dos empresários.
 É por esse motivo, e pela incapacidade do sistema capitalista conseguir empregar todos os que querem trabalhar, que Keynes defende a intervenção do Estado na economia.
A teoria atribuiu ao Estado o direito e o dever de conceder benefícios sociais que garantam à população um padrão mínimo de vida como a criação do salário mínimo, do seguro-desemprego, da redução da jornada de trabalho (que então superava 12 horas diárias) e a assistência médica gratuita. 
O Keynesianismo ficou conhecido também como "Estado de bem-estar social", ou "Estado Escandinavo".

A GRANDE DEPRESSÃO

LITERATURA: AS VINHAS DA IRA

As Vinhas da Ira é um romance sobre a dignidade humana em condições desesperadas. Entre 1930 e 1939, as grandes planícies do Texas e do Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira que causaram um desastre ecológico sem precedentes, agravaram os efeitos da Grande Depressão, deixaram cerca de meio milhão de americanos sem casa, e provocaram o êxodo de muitos deles para Oeste, nomeadamente para a Califórnia, em busca de trabalho. Quando os Joad perdem a quinta de que eram rendeiros no Oklahoma, juntam-se a milhares de outros que ao longo das estradas se dirigem para Oeste, no sonho de conseguirem uma terra que possam considerar sua. E noite após noite, eles e os seus companheiros de desdita reinventam toda uma sociedade: escolhem-se líderes, redefinem-se códigos implícitos de generosidade, irrompem acessos de violência, de desejo brutal, de raiva assassina. Este romance que é universalmente considerado a obra-prima de John Steinbeck é o retrato épico do desapiedado conflito entre os poderosos e aqueles que nada têm, do modo como um homem pode reagir à injustiça, e também da força tranquila e estóica de uma mulher. As Vinhas da Ira é um marco da literatura norte-americana.

DOCUMENTÁRIO: RELEMBRANDO 1929

Documentário que retrata o processo de crise internacional iniciado em 1929 com a quebra da Bolsa de Nova Iorque, trazendo sérios efeitos econômicos, sociais e políticos.


FILME: AS VINHAS DA IRA

The Grapes of Wrath (As Vinhas da Ira) foi um livro publicado pelo escritor norte-americano John Steinbeck, no ano de 1939.
Por essa obra, Steinbeck recebeu o Prêmio Nobel de Literatura no ano de 1962.
Relata a história de uma família pobre do estado de Oklahoma, que durante a Grande Depressão de 1929 se vê obrigada a abandonar as terras que ocupava havia décadas, em regime de meeiros, devido à chegada do progresso, traduzido pela compra de tractores e máquinas pelos donos dessas, e de um novo regime de propriedade.
 Este factor tornou obsoleto o trabalho manual de aragem e plantio da terra, e forçou-os a rumar em direção à Califórnia.
Este clássico americano, trata dos efeitos da grande depressão de pequenas famílias de fazendeiros do Oeste americano.
A personagem principal, Tom Joad, regressa a casa saído da prisão e reencontra a sua família, já preparada para abandonar a sua terra, Oklahoma, no seguimento de um ano de colheitas ruinoso e também da premente ocupação da terra pelos donos originais e seu maquinário. 
Concluindo a impossibilidade de manter de pé a propriedade, não tiveram outra opção que não fosse abandoná-la e partir em busca de uma nova vida.
Com o pouco dinheiro que lhes resta, adquirem um velho caminhão e encetam uma viagem para oeste, até à Califórnia. Durante o percurso, a família cruza-se com outras que caminham na mesma direcção e com a mesma intenção, seduzidos por promessas de trabalho e de bons salários.
No entanto, tais expectativas saem frustradas, pois à chegada apercebem-se que o trabalho que há é pouco e mal-remunerado, o que obriga a maioria dos emigrantes a viver em acampamentos temporários ao longo da estrada, sempre sujeita à exploração da mão de obra barata.

FILME: DOUTOR JIVAGO

Doutor Jivago (em russo Доктор Живаго) é um romance de Boris Pasternak, que também foi adaptado para o cinema por Robert Bolt em 1965, num filme dirigido por David Lean.
O romance tem o nome de seu protagonista, Yuri Zhivago, um médico e poeta.
Conta a história de um homem dividido entre duas mulheres sob fundo da Revolução Russa de 1917.

FILME: REDS

O filme retrata a vida do jornalista norte-americano John Reed, desde a época em que era repórter do periódico socialista The Masses no início do século XX, até a fundação do Partido Comunista dos Estados Unidos. Sua vida conjugal com Louise Bryant, também merece destaque especial na primeira parte do filme. O filme prossegue, mostrando a participação de John na Revolução Russa em 1917, seus contatos com importantes lideranças e as divergências internas que já aparecem no movimento comunista da União Soviética. Dessa participação John realizou a mais famosa cobertura jornalística da revolução, imortalizada no livro Os dez dias que abalaram o mundo, um clássico sobre a história da Revolução Bolchevique, altamente elogiado por Lenin. Durante a existência da União Soviética, John sempre foi tratado como uma espécie de herói na visão internacionalista do socialismo. Morreu em Moscou vítima de tifo com 44 anos. Trata-se do único estrangeiro, que morrendo na União Soviética, teve seu corpo enterrado com grandes honras nas muralhas do Kremlim, ao lado do mausoléu de Lenin.

FILME: O COURAÇADO POTEMKINE

Bronenosets Potyomkin (O Couraçado Potemkine) é um filme soviético dirigido por Serguei Eisenstein, datado de 1925.

O Encouraçado Potemkin é a realização mais importante e conhecida do russo Serguei Eisenstein. O filme é considerado um marco na montagem cinematográfica. Filmado em 1925, o filme parte de um fato histórico de 1905 - rebelião de marinheiros de navio de guerra - para criar uma obra universal que fala contra a injustiça e sobre o poder coletivo que há nas revoluções populares. O filme é dividido em cinco partes que se ocupam em provocar uma situação tal de espaço-tempo onde todos os pormenores apresentam um significado a ser apreendido pelo espectador. De forma a transcrever idéias complexas e ideologias profundas, Eisenstein chegou ao uso de técnicas de montagem inspiradas nos ideogramas orientais. Se determinado ideograma significa "telhado" e outro, "esposa", a união dos dois é lida como lar. Desta forma, é o choque entre duas imagens aparentemente díspares que cria o impacto, o sentido a que se quer chegar.
A clássica cena na escadaria de Odessa é a quarta parte do filme. As cenas iniciais banhadas em luz e alegria são substituídas pelas imagens chocantes de repressão violenta pela guarda do Czar. A própria escada já traz, em si, um símbolo da cruel hierárquica social e política, da diferença entre as classes. A cena da mãe assassinada, cujo carrinho de bebê desce degraus abaixo, é sempre citada como uma das mais famosas da história do cinema.

FILME: ROSA DE LUXEMBURGO

Durante muito tempo, o diretor alemão Rainer Werner Fassbinder planejou dirigir um filme sobre a vida de Luxemburgo. Em 1982, quando ele morreu, Margarethe von Trotta assumiu a direção do longa.
 Ela entretanto, preferiu não utilizar as anotações originais de Fassbinder, pois "fazer um filme é escrever, e dirigir significa encontrar sua própria visão". Assim sendo, Die Geduld der Rosa Luxemburg foi lançado em 1986 com Barbara Sukowa no papel de Luxemburgo, Sukowa, que havia trabalhado com Fassbinder em Lola e em Berlin Alexanderplatz, recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por sua interpretação como Luxemburgo. Já Jogiches foi interpretado pelo ator polonês Daniel Olbrychski, mais conhecido por seu papel no filme 
O Tambor, dirigido por Volker Schlondorff, marido de von Trotta, em 1979.

FILME:BRISA DE MUDANÇA


The Wind that Shakes the Barley (Brisa de Mudança) é um filme de 2006, do gênero drama, dirigido por Ken Loach.
Em 1920, trabalhadores irlandeses se reúnem para combater as tropas britânicas, que tentam impedir a independência do país.

FILME: METROPOLIS

O enredo é ambientado no século XXI, numa grande cidade governada autocraticamente por um poderoso empresário. Os seus colaboradores constituem a classe privilegiada, vivendo num jardim idílico, como Freder, único herdeiro do dirigente de Metropolis.
Os trabalhadores, ao contrário, são escravizados pelas máquinas, e condenados a viver e trabalhar em galerias no subsolo. Num meio de miséria entre os operários, uma jovem, Maria, destaca-se, exortando os trabalhadores a se organizarem para reivindicar seus direitos através de um escolhido que virá para os representar.
Através de cenas de forte expressão visual, com o recurso a efeitos especiais, algumas se tornaram clássicas, como a panorâmica da cidade com os seus veículos voadores e passagens suspensas. Alusões bíblicas, mistério, ação e romance, completam o leque que envolve o público e o mantém em suspense até ao final.
À época, Metropolis impressionou tanto Hitler que, quando ele chegou ao poder, solicitou ao ministro Goebbels que abordasse Lang, convidando-o a fazer filmes para o partido nazista. Enquanto Thea Von Harbou, sua esposa à época, mergulhou no projeto, Lang evadiu-se para Paris, onde chegou a produzir filmes de conteúdo antinazista, viajando posteriormente para os Estados Unidos, onde faleceu.
A obra demonstra uma preocupação crítica com a mecanização da vida industrial nos grandes centros urbanos, questionando a importância do sentimento humano, perdido no processo. Como pano de fundo, a valorização da cultura, expressa no filme através da tecnologia e, principalmente, da arquitectura. O ponto alto do filme e grande mote é, sem dúvida, o final - onde a metáfora "O mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração!" se concretiza no simbólico aperto de mão mediado por Freder entre Grot (líder dos trabalhadores) e Jon Fredersen - o empresário.

MATRIZ DA FICHA FORMATIVA: SUBTEMA J.1.: A GRANDE CRISE DO CAPITALISMO NOS ANOS 30,


FICHA FORMATIVA:SUBTEMA J.1.: A GRANDE CRISE DO CAPITALISMO NOS ANOS 30

FICHA FORMATIVA