quinta-feira, 30 de junho de 2016

GUERRA COLONIAL PORTUGUESA

CARTAS DA GUERRA, dia 1 de Julho, às 10h30, no ICA* (Instituto do Cinema e do Audiovisual). 

O filme CARTAS DA GUERRA de Ivo M. Ferreira, apresentado em estreia mundial na Competição Oficial da Berlinale 2016, terá estreia comercial em Portugal no dia 1 de Setembro 2016.

Achamos que o filme é um excelente elemento de estudo, e por este motivo gostaríamos de convidar os professores, com o intuito de promover no próximo ano lectivo sessões escolares do filme CARTAS DA GUERRA.


Imagem intercalada 1
Sinopse:


CARTAS DA GUERRA adapta uma obra do escritor António Lobo Antunes, composta por cartas que este escreveu à mulher, Maria José, durante o período em que esteve em serviço na Guerra Colonial.
Longe de tudo que ama, escreve cartas à mulher à medida que se afunda num cenário de crescente violência. Enquanto percorre diversos aquartelamentos, apaixona-­se por África e amadurece politicamente.
A seu lado, uma geração desespera pelo regresso. Na incerteza dos acontecimentos de guerra, apenas as cartas o podem fazer sobreviver.

Link do trailer e imagens do filme:
http://osomeafuria.com/films/3/70/

quinta-feira, 14 de abril de 2016

MENSAGEM DO PROFESSOR



Olá a todos os alunos. Tenham uma boa aventura através do tempo e do espaço e conheçam povos antigos e não se preocupem a vossa imaginação fará o resto.
Bom ano e saudações históricas
O que é a História?
É o estudo da vida dos homens no passado.
Como se faz a História?
Através dos vestígios deixados… (instrumento, construção, texto escrito...) A estes vestígios chamamos fontes históricas ou documentos históricos.
Como situar os acontecimentos no tempo?

Usando as datas, contadas na nossa civilização a partir do nascimento de Cristo.
Como situar os acontecimentos no espaço?
Recorrendo a mapas
A AVENTURA COMEÇA...
PARA QUE SERVE A HISTÓRIA?



QUESTIONÁRIO
 QUESTÕES:
 1. Estas atento nas aulas? Sim Não
 2. Participas nas aulas? Sim Não
 3. Costumas tirar apontamentos durante as aulas? Sim Não
 4. Costumas colocar dúvidas ao professor? Sim Não
 5. Fazes os trabalhos de casa? Sim Não
 6. Fazes pequenos resumos da matéria estudada? Sim Não
 7. Consultas outras obras que não só o manual escolar? Sim Não
 8. Estudas a ver televisão? Sim Não
 9. Costumas estudar apenas nas vésperas dos testes? Sim Não
 10. Antes da entrega dos testes revês todas as respostas? Sim Não
 11. Costumas decorar sem compreender? Sim Não 
12. Dormes pelo menos oito horas por dia? Sim Não
 13. Analisas, com cuidado, os textos, imagens ou gráficos do manual? Sim Não
 14. Relacionas os assuntos/temas que estudaste? Sim Não
 15. Sentes curiosidade em conhecer o passado? Sim Não
 Para saberes o resultado soma os pontos de acordo com a seguinte chave:
 1 ponto por cada resposta SIM
 Nas questões 8, 9 e 11, 1 ponto por cada resposta NÃO 
Resultados:
 Entre 0 a 5 - Não és bom estudante, deves rever os teus métodos de estudo para teres sucesso na disciplina e na escola em geral.
 Entre 6 e 10 - És um estudante razoável, poderias obter melhores resultados na disciplina se organizasses melhor o teu estudo.
 Entre 11 e 15 - És um bom estudante, tens metódos e hábitos de trabalho, bem como gosto pelo estudo da História.
ESTÁS DE PARABÉNS!

Regras essenciais para aprender História!


Para se ter sucesso em qualquer disciplina é preciso estudar, ou mellhor, é preciso"saber estudar", é preciso adquirir o seu próprio método de estudo e de trabalho.
Aqui tens algumas sugestões que poderás aproveitar.
 NA SALA DE AULA não esquecer de....
1. Procura estar atento e participativo;
2. Pergunta ao professor aquilo que não percebeste no momento;
 3. Toma notas das ideias importantes, mesmo que de uma forma esquematizada.
EM CASA após a aula deves...
1. Ler os apontamentos da aula e completá-los com as informações do manual;
2. Elaborar esquemas ou resumos das ideias principais, que te ajudarão a compreender a matéria e a preparar testes de avaliação;
3. Resolver atividades, exercícios ou fichas de trabalho propostos pelo professor ou que se encontrem no caderno do aluno;
4. Tomar nota de todas as dúvidas para esclareceres com o teu professor ou consultando diversa bibliografia na biblioteca;
5. Consultar os motores de busca na internet (google por exemplo), aprofunda os teus conhecimentos ou traz novas informações para a aula. Assim pouparás tempo, aumentas os teus conhecimentos e terás sucesso na escola!

O Estado Novo










Índice
Caracterizar os primeiros anos da Ditadura Militar
 Caracterizar a ascensão de Salazar
 Diferenciar o Estado Novo dos regimes ditatoriais italiano e alemão
 Caracterizar as organizações políticas repressivas do Estado Novo
 Reconhecer organizações políticas repressivas do Estado Novo
 Caracterizar um cartaz de propaganda
 Caracterizar o Estado Novo

A Revolução Bolchevique e a implantação do regime comunista


Índice
 Caracterizar a Rússia czarista 
Reconhecer o agravar das tensões políticas e sociais na Rússia czarista
 Caracterizar a Revolução de Fevereiro
 Ordenar cronologicamente as mudanças políticas e sociais na Rússia

Reconhecer as principais medidas tomadas pela Revolução de Outubro
 Comparar a Revolução de Fevereiro com a Revolução de Outubro
 Identificar as principais etapas de implantação do regime comunista
 Avaliar o impacto da Revolução Bolchevique
 Resumir o impacto da Revolução Bolchevique
A Revolução Bolchevique e a implantação do regime comunista


A implantação do regime comunista


Completa o texto.
No após guerra, a Europa atravessou ...................económicas e assistiu à..................  social e política.
O................  revolucionário implementado na...............  despertou os ideais comunistas e, em vários países europeus, ocorreram tumultos, ........................e ocupações de terras e fábricas.
O triunfo da Revolução .........................provocou uma onda.......................  que se fez sentir em vários países europeus.

As respostas dos regimes demoliberais à crise

As fragilidades do capitalismo e o New Deal
As fragilidades do capitalismo e o fracasso das primeiras medidas de combate à crise
Analisar o fracasso das primeiras medidas de combate à crise
O New Deal
 Identificar as fases do New Deal

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Grande Guerra, 1916 - O ano da viragem

Grande Guerra, 1916 - O ano da viragem


Evocações do Centenário da I Guerra Mundial - Manobras de Tancos Em 1914, e em resultado do empenho português em respeitar a aliança com o Reino Unido, foi decidido formar uma unidade para poder intervir na guerra, a Divisão Auxiliar, unidade que mesmo antes de estar formada, foi desmobilizada pelo governo anti intervencionista do General Pimenta de Castro. Após o derrube deste governo, em 14 de Maio de 1915, foram retomados os trabalhos no sentido de formar uma Divisão de Instrução, embrião do futuro Corpo Expedicionário Português, muito devido ao empenho do Partido Democrático e do seu chefe, Afonso Costa.
 Assim, a partir de finais de Abril de 1916, e graças ao esforço do Ministro da Guerra, Norton de Matos, 20.000 homens das unidades constituintes desta Divisão começaram a concentrar-se em Tancos, naquilo que ficou conhecido como “Manobras de Tancos”.
O efetivo ficou alojado em tendas, no que ficou conhecido como “Cidade de Paulona” – pau e lona. Ao longo de cerca de três meses, executaram-se exercícios táticos, de fogos e de organização do terreno, treino militar este que não foi isento de lacunas e insuficiências, e que viriam a tornar-se visíveis em operações. Porém, o esforço de concentração do efetivo foi tal que ficou conhecido como o “Milagre de Tancos”.
 Estes exercícios foram muito documentados pela imprensa da época e, para finalizar, foi feita uma grande revista em Montalvo, com a presença do Presidente da República, do Governo, do Corpo Diplomático e de outras individualidades, numa grande ação de propaganda do regime.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

1.ª Guerra Mundial: desenrolar do conflito

1.ª Guerra Mundial: desenrolar do conflito
A 1.ª Guerra Mundial: as frentes do conflito

 Na fase conhecida como Guerra das Trincheiras as forças opostas estabilizaram as suas posições no terreno.
Descobre mais sobre as principais frentes de batalha.


As trincheiras

Os custos humanos e materiais da 1.ª Guerra Mundial

1.ª Guerra Mundial: causas e eclosão do conflito

1.ª Guerra Mundial: causas e eclosão do conflito


A rivalidade económica entre as grandes potências e os nacionalismos

Localizar os países da Tríplice Entente e da Tríplice Aliança
Pinta os países adequados de acordo com a legenda.

Tríplice Aliança 
Tríplice Entente

A Revolução Bolchevique e a implantação do regime comunista

A Revolução Bolchevique e a implantação do regime comunista


A implantação do regime comunista


Completa o texto.
No após guerra, a Europa atravessou ...................económicas e assistiu à..................  social e política.
O................  revolucionário implementado na...............  despertou os ideais comunistas e, em vários países europeus, ocorreram tumultos, ........................e ocupações de terras e fábricas.
O triunfo da Revolução .........................provocou uma onda.......................  que se fez sentir em vários países europeus.

domingo, 27 de julho de 2014

METAS CURRICULARES DE HISTÓRIA 3.º CICLO DO ENSINO BÁSICO: 9.º ANO

METAS CURRICULARES DE HISTÓRIA 3.º CICLO DO ENSINO BÁSICO: 9.º ANO
A Europa e o Mundo no limiar do século XX
Apogeu e declínio da influência europeia

  • 1. Conhecer e compreender o imperialismo do século XIX

1. Identificar as principais potências coloniais do século XIX, salientando a supremacia europeia.
2. Relacionar o imperialismo do século XIX com os processos de industrialização.
3. Explicar a importância da Conferência de Berlim (1885) no processo de partilha do continente africano.
4. Caracterizar as formas de domínio sobre os territórios não autónomos no século
XIX.
5. Relacionar os princípios de ocupação definidos na Conferência de Berlim com o projeto português do Mapa Cor-de-Rosa e o Ultimato Inglês.

  • 2. Conhecer e compreender as causas e o desenrolar da 1.ª Grande Guerra

1. Relacionar a rivalidade económica e colonial entre as grandes potências industriais com a agudização das tensões nacionalistas.
2. Explicar o eclodir da 1.ª Grande Guerra.
3. Caracterizar sucintamente as frentes e as fases da 1.ª Grande Guerra.
4. Referir os custos humanos e materiais da 1.ª Grande Guerra.
5. Descrever sucintamente a participação de Portugal na 1.ª Grande Guerra.
As transformações políticas, económicas, sociais e culturais do após guerra

  • 1. Conhecer as transformações geopolíticas decorrentes da 1.ª Grande Guerra

1. Enunciar as principais decisões dos tratados de paz (com destaque para o
Tratado de Versalhes)
2. Identificar as principais alterações no mapa político europeu do após guerra.
3. Referir os grandes objetivos da criação da Sociedade das Nações (SDN).

  • 2. Conhecer e compreender as transformações económicas do após guerra

1. Caracterizar a situação económica e social europeia no após guerra.
2. Explicar o fim da hegemonia europeia e o reforço da afirmação dos EUA como principal potência económica mundial.
3. Caracterizar a economia dos anos 20, destacando o seu carácter modernizador, instável e especulativo.
4. Referir outros fatores de tensão económica na década de 20, nomeadamente a rivalidade entre novos e velhos países industriais, o pagamento de dívidas e indemnizações de guerra e a adoção de políticas protecionistas.

  • 3. Conhecer e compreender a Revolução Soviética

1. Caracterizar sucintamente a Rússia czarista ao nível político, económico e social.
2. Relacionar a entrada da Rússia na 1.ª Grande Guerra com o agravar das tensões sociais e políticas.
3. Caracterizar a “Revolução de Fevereiro”, salientando o caráter demoliberal das medidas tomadas pelo governo provisório.
4. Relacionar a decisão de permanência da Rússia na 1.ª Grande Guerra com o eclodir da “Revolução de Outubro”.
5. Caracterizar a “Revolução de Outubro”, as principais medidas tomadas (fim do envolvimento na guerra, participação dos operários na gestão das fábricas e divisão das grandes propriedades rurais pelas famílias camponesas).
6. Descrever as principais etapas de implantação do regime comunista entre 1917 e 1924 (Guerra civil e Comunismo de Guerra, NEP, formação da URSS).
7. Avaliar o impacto da Revolução Bolchevique na Europa Ocidental e no Mundo em geral.

  • 4. Conhecer e compreender as transformações socioculturais das primeiras décadas do século XX

1. Caracterizar a sociedade europeia nas duas primeiras décadas do século XX, salientando o peso crescente das classes médias e a melhoria das condições de vida do operariado, apesar da manutenção de grandes desequilíbrios sociais.
2. Relacionar os efeitos da guerra com a alteração de mentalidades e costumes nos “loucos anos 20”.
3. Avaliar os efeitos da guerra ao nível da emancipação feminina, problematizando temáticas atuais relativas à igualdade de género.
4. Caracterizar sucintamente a cultura de massas, salientando a sua relação com a melhoria das condições de vida nas décadas de 20 e 30 do século XX.
5. Distinguir as principais correntes estéticas que marcaram a evolução nas artes.
6. Indicar alguns dos principais vultos e obras de referência do modernismo português.
Portugal : da 1.ª República à Ditadura Militar

  • 1. Conhecer e compreender a crise e queda da Monarquia Constitucional

1. Relacionar a situação económica e financeira de Portugal nos finais do século XIX com o crescente descontentamento social e político.
2. Relacionar o Ultimato Inglês de 1890 com o aumento do descrédito da instituição monárquica e com o crescimento do Partido Republicano.
3. Identificar outros fatores que contribuíram para a queda da Monarquia Constitucional, destacando a ditadura de João Franco e o regicídio de 1908.
4. Descrever sucintamente os acontecimentos do 5 de Outubro, identificando a base social de apoio da República.

  • 2. Conhecer e compreender as realizações e dificuldades da 1.ª República (1910-1914)

1. Comparar a Constituição de 1911 com a Constituição da Monarquia Constitucional (Carta Constitucional de 1826), salientando as ruturas operadas e as continuidades.
2. Avaliar o alcance das principais realizações da 1.ª República ao nível da legislação social, da laicização do Estado, das medidas educativas e financeiras.
3. Explicar o descontentamento criado por medidas da 1.ª República em largos setores da população portuguesa.
4. Justificar a instabilidade política vivida durante a 1.ª República.

  • 3. Conhecer e compreender o derrube da Primeira República e a sua substituição por um regime ditatorial (1914-1926).

1. Explicar os efeitos da 1.ª Grande Guerra na situação política, económicofinanceira e social.
2. Referir tentativas de derrube do regime republicano, salientando o sidonismo (1917) e as tentativas de restauração monárquica.
3. Relacionar o crescimento dos adeptos de soluções autoritárias na década de 20 em Portugal com a situação interna do país e com o contexto internacional.
4. Reconhecer no Golpe Militar de 28 de Maio de 1926 o fim da República parlamentar e o início da Ditadura Militar.
Da Grande Depressão à 2.ª Guerra Mundial
Crise, ditaduras e democracia na década de 30

  • 1. Conhecer e compreender a Grande Depressão dos anos 30 e o seu impacto social

1. Identificar os fatores que estiveram na génese da “Crise de 1929” nos EUA.
2. Reconhecer na “Crise de 1929” características das crises cíclicas do capitalismo liberal.
3. Descrever as consequências do crash da bolsa de Nova Iorque em 24 de outubrode 1929.
4. Explicar o processo de mundialização da crise, salientando a exceção da URSS.
5. Analisar as consequências sociais da Grande Depressão, salientando a generalização dos seus efeitos a todas as camadas da sociedade.

  • 2. Conhecer e compreender a emergência e consolidação do(s) fascismo(s) nas décadas de 20 e 30

1. Comparar o mapa político após a 1.ª Grande Guerra com o mapa político da década de 30, localizando os principais regimes ditatoriais à escala mundial.
2. Relacionar as dificuldades económicas do após guerra e os efeitos da revolução soviética com o avanço da extrema-direita e dos partidos comunistas, identificando a base social de apoio de cada um.
3. Relacionar as consequências da Grande Depressão com o crescente descréditodos regimes demoliberais, salientando os momentos de crise económica e social como conjunturas favoráveis ao crescimento dos adeptos de propostas extremistas.
4. Descrever sucintamente a subida ao poder do Partido Nacional Fascista, em Itália, e do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães.
5. Caracterizar os princípios ideológicos comuns ao(s) fascismo(s).
6. Descrever as organizações e formas de enquadramento de massas e de repressão desenvolvidos pelos regimes fascistas.
7. Relacionar a consolidação dos regimes fascistas com os resultados obtidos pelas respetivas políticas económicas e sociais.
8. Caracterizar as especificidades do nazismo, destacando o seu carácter racista e genocidário.
9. Analisar as causas e consequências do racismo alemão, destacando a crença na superioridade da “raça ariana”, a criação do “espaço vital” e as vagas de perseguição antissemita que culminaram no Holocausto.

  • 3. Conhecer e compreender a emergência e consolidação do Estado Novo em Portugal

1. Referir a manutenção da instabilidade política e dos problemas financeiros nos primeiros anos da Ditadura Militar (1926-1928).
2. Descrever o processo de ascensão de António de Oliveira Salazar no seio da Ditadura Militar (1928-1933).
3. Comparar as características do Estado Novo com as características dos regimes ditatoriais italiano e alemão, destacando as suas semelhanças e diferenças.
4. Caracterizar as organizações repressivas e os mecanismos de controlo da população criados pelo Estado Novo.

  • 4. Conhecer e compreender o regime totalitário estalinista implantado na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)

1. Caracterizar o “regime de terror” instituído por Estaline na URSS entre 1927 e 1953, salientando a adoção de fortes medidas repressivas.
2. Caracterizar a política económica seguida por Estaline, salientando a coletivização dos meios de produção e a planificação da economia.
3. Avaliar a política estalinista em termos de eficácia económica e de custos sociais.
4. Distinguir estalinismo de fascismo, salientando a existência de formas semelhantes de atuação em regimes ideologicamente antagónicos.
5. Conhecer e compreender as respostas dos regimes demoliberais à “Crise de 1929” e à Grande Depressão da década de 30.
1. Relacionar as fragilidades do capitalismo liberal e o fracasso das primeiras medidas de combate à crise com a adoção de estratégias de intervenção do Estado na economia.
2. Referir as principais medidas de intervenção do Estado na regulação das atividades económicas e nas relações sociolaborais tomadas durante o New Deal.
3. Relacionar os efeitos da “Grande Depressão” e do crescimento do fascismo com as tentativas de formação de governos de unidade nacional (Grã-Bretanha e Suécia) e de Frentes Populares (França e Espanha).
4. Referir medidas tomadas pelos governos de Frente Popular em França e Espanha.
5. Referir os resultados limitados de medidas de intervenção do Estado na economia e nas relações sociolaborais adotadas em alguns países na década de 30.
6. Integrar a guerra civil espanhola (1936-1939) no contexto dos confrontos ideológicos da década de 30 do século XX
A 2.ª Guerra Mundial: violência e reconstrução

  • 1. Conhecer e compreender a origem, o decorrer e o desfecho do conflito

1. Relacionar a política expansionista dos regimes fascistas com o eclodir da 2.ª Guerra Mundial.
2. Explicitar o rápido avanço das forças do Eixo entre 1939 e 1941, salientando os países ocupados, a resistência britânica e os países neutrais.
3. Caracterizar a Europa sob o domínio do Terceiro Reich, salientando os diversos níveis de violência exercidos nos países ocupados e as ações de resistência.
4. Explicar as razões e importância da entrada da URSS e dos EUA na 2.ª Guerra Mundial.
5. Referir sucintamente os principais acontecimentos que estiveram na origem da capitulação italiana, alemã e japonesa.

  • 2. Conhecer e compreender as consequências demográficas, económicas e geopolíticas da 2.ª Guerra Mundial

1. Referir as perdas humanas e materiais provocadas pela 2.ª Guerra Mundial.
2. Analisar efeitos das atrocidades cometidas sobre populações civis, nomeadamente as consequências do racismo nazi, da violência exercida pelas tropas japonesas e da destruição sistemática de cidades (bombas convencionais e bombas atómicas).
3. Identificar as principais alterações provocadas no mapa político mundial.
4. Explicitar as condições impostas aos vencidos, destacando os casos alemão e japonês.
5. Referir a importância das conferências de Bretton Woods e de São Francisco para a consolidação de um novo modelo de gestão das relações económicas do mundo capitalista e para a fundação das Organização da Nações Unidas (ONU).
6. Enunciar os grandes objetivos da ONU.
7. Avaliar o papel da ONU na consecução dos seus objetivos até à atualidade, exemplificando aspetos positivos e limitações da organização.
Do segundo após guerra aos anos 80
A Guerra Fria

  • 1. Conhecer e compreender a nova “ordem mundial” do após guerra

1. Explicar o acentuar da perda de influência europeia e a emergência dos EUA e da URSS como as superpotências do após guerra.
2. Distinguir os modelos políticos e económicos dos EUA e da URSS.
3. Relacionar o antagonismo entre as duas superpotências com a formação de dois blocos político-ideológicos, militares e económicos.
4. Justificar a hegemonia económica, financeira e militar dos EUA no bloco ocidental, salientando a criação da Organização Europeia de Cooperação Económica (OECE)/do “Plano Marshall” e a formação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
5. Descrever a expansão do comunismo na Europa de Leste e na Ásia.
6. Caracterizar a Guerra Fria, salientando a existência de momentos de maior tensão e de momentos de relativo apaziguamento.
7. Referir sucintamente alguns dos principais conflitos da Guerra Fria (Bloqueio de Berlim, Crise dos Mísseis em Cuba, Guerra da Coreia, Guerra do Vietname, Guerra de Angola e Guerra do Afeganistão).

  • 2. Conhecer e compreender os efeitos da nova “ordem mundial” do após guerra em Portugal

1. Relacionar a derrota dos fascismos na 2.ª Guerra Mundial com a aparente abertura do Estado Novo no imediato após guerra, destacando as eleições legislativas de 1945.
2. Relacionar a perpetuação dos regimes fascistas peninsulares com a consolidação da Guerra Fria.
3. Reconhecer na entrada de Portugal na OTAN (como membro fundador) e na ONU reflexos da aceitação ocidental do regime salazarista.
4. Descrever as principais correntes de oposição perante a permanência da ditadura portuguesa, salientando as eleições presidenciais de 1949 e 1958.
5. Caracterizar o novo modelo de crescimento económico adotado progressivamente pelo Estado Novo a partir da década de 50.

  • 3. Conhecer e compreender os movimentos de independência das colónias do após guerra aos anos 70

1. Identificar os fatores de crescimento do anticolonialismo no após guerra.
2. Relacionar o apoio dos EUA e da URSS à descolonização com as tentativas de alargamento das respetivas áreas de influência.
3. Reconhecer as vagas de descolonização da Ásia/Pacífico, do Médio Oriente, do Norte de África e da África Negra como resultado de um processo que se prolongou até à década de 70 do século XX.
4. Explicar o surgimento do Movimento dos Países Não Alinhados, salientando a reivindicação de uma nova ordem económica internacional.
5. Relacionar os problemas dos países do Terceiro Mundo com a dominação neocolonial e com os seus próprios bloqueios.

  • 4. Conhecer e compreender as consequências da política do Estado Novo perante o processo de descolonização do após guerra

1. Identificar as alterações introduzidas na política colonial do Estado Novo face ao processo de descolonização do após guerra e ao aumento da pressão internacional.
2. Relacionar a recusa da descolonização dos territórios não autónomos com o surgimento de movimentos de libertação, com a invasão do “Estado Português da Índia” e com o eclodir das três frentes da Guerra Colonial.
3. Explicar o relativo isolamento internacional de Portugal nas décadas de 60 e 70.
4. Avaliar os efeitos humanos e económicos da Guerra Colonial na metrópole e nas colónias.

  • 5. Conhecer e compreender o dinamismo económico-social dos países capitalistas desenvolvidos e de desenvolvimento intermédio (modelo de “Estado-Providência”) do após guerra aos anos 70

1. Explicar as características fundamentais do “Estado Providência”.
2. Enunciar fatores da hegemonia económica, tecnológica e cultural americana.
3. Justificar o “milagre japonês” a partir da década de 50 do século XX.
4. Descrever sucintamente as principais etapas do nascimento e expansão dos processos de integração da Europa ocidental.

  • 6. Conhecer as características das sociedades ocidentais desenvolvidas

1. Referir a intensificação do processo de terciarização, urbanização e crescimento das classes médias, apesar da manutenção de desigualdades sociais.
2. Reconhecer o aumento da importância dos jovens na sociedade, nomeadamente através dos hábitos de consumo e das estruturas associativas estudantis
3. Referir a crescente importância de expressões artísticas de vanguarda, de hábitos de consumo cultural de massas e de movimentos de contestação cultural e político-ideológica.

  • 7. Conhecer e compreender a desagregação do Estado Novo

1. Relacionar o atraso do mundo rural português com o intenso movimento migratório para as grandes áreas urbanas nas décadas de 50 e 60.
2. Identificar os motivos da intensa emigração verificada nas décadas de 60 e inícios de 70.
3. Indicar os efeitos dos movimentos migratórios na realidade portuguesa.
4. Caracterizar o Marcelismo enquanto projeto político que recusou a democratização e a descolonização mas que, ao mesmo tempo, concretizou políticas de modernização económico-social e educativa.

  • 8. Conhecer e compreender a Revolução democrática portuguesa

1. Explicar as motivações do Golpe Militar do 25 de Abril de 1974.
2. Mencionar os principais acontecimentos do 25 de Abril de 1974.
3. Descrever sucintamente o processo revolucionário, salientando as divergências dos projetos políticos em confronto.
4. Identificar as consequências do processo de descolonização dos antigos territórios não autónomos.
5. Caracterizar a organização da sociedade democrática a partir da Constituição de 1976.
6. Identificar as principais transformações e problemas económicos e sociais até 1986.

  • 9. Conhecer e compreender a evolução ocorrida desde as “crises petrolíferas” até ao colapso do bloco soviético

1. Referir as consequências das “crises petrolíferas” nos países capitalistas (desenvolvidos e subdesenvolvidos) e nos países comunistas.
2. Referir a substituição do modelo keynesiano pelo modelo monetarista e a introdução das primeiras medidas neoliberais em países capitalistas desenvolvidos (EUA e Reino Unido).
3. Confrontar os princípios básicos do “Estado Providência” com os do “Estado Neoliberal”.

  • 10. Conhecer e compreender a unidade e diversidade do mundo comunista, os seus bloqueios e ruturas

1. Identificar no mundo comunista a existência de um modelo dominante (o soviético) e de modelos alternativos, exemplificando com o modelo maoísta chinês.
2. Indicar situações de intervenção da União Soviética em países da sua “zona de influência” com o objetivo de manter os regimes vigentes.
3. Sintetizar os principais problemas políticos, económicos e sociais do “Bloco Soviético”.
4. Relacionar as profundas alterações introduzidas pelas “perestroika” e “glasnost” de Gorbatchev com o colapso do bloco socialista e a desintegração da URSS.
O após Guerra Fria e a Globalização
Estabilidade e instabilidade num mundo unipolar

  • 1. Conhecer e compreender a emergência e os limites do unilateralismo americano

1. Relacionar a derrocada do mundo comunista com a afirmação dos EUA como única superpotência político-militar.
2. Identificar a intervenção dos EUA em vários conflitos regionais, a desvalorização da função reguladora da ONU e as dificuldades de afirmação da União Europeia no sistema de relações internacionais.
3. Reconhecer a vaga de processos de transição de regimes ditatoriais para sistemas políticos de cariz democrático em América Latina, África e Sudoeste Asiático.
4. Apontar as características específicas do “terrorismo global” associado ao integrismo islâmico.
5. Referir as consequências humanas, financeiras e diplomáticas para os EUA do arrastar dos conflitos no Iraque e no Afeganistão.

  • 2. Conhecer e compreender o atual processo de globalização

1. Relacionar o desaparecimento do mundo comunista com o reforço da desregulação económica e social nos países desenvolvidos e de desenvolvimento intermédio.
2. Explicar a maior integração das economias subdesenvolvidas na economia mundial fruto da deslocalização da atividade produtiva.
3. Referir a importância das novas tecnologias — de informação, da comunicação e dos transportes — e da liberalização das trocas no reforço dos níveis de globalização da economia e na uniformização dos hábitos culturais.
4. Identificar as principais potências emergentes, destacando o caso chinês.

  • 3. Conhecer os efeitos da integração portuguesa nas Comunidades Europeias/União Europeia

1. Descrever sucintamente o processo de adesão de Portugal às Comunidades Europeias.
2. Reconhecer a importância dos fundos comunitários na modernização das infraestruturas do país.
3. Identificar as principais transformações ocorridas na economia portuguesa com a adesão às Comunidades Europeias/União Europeia, nomeadamente o impacto nos sectores económicos mais tradicionais.
4. Identificar dificuldades estruturais e potencialidades da economia e da sociedade portuguesas.

sábado, 12 de abril de 2014

ANALISAR A INFORMAÇÃO DE UM GRÁFICO OU DE UM QUADRO/TABELA

ANALISAR A INFORMAÇÃO DE UM GRÁFICO OU DE UM QUADRO/TABELA
 1. SABER O QUE PROCURA É em função da questão ou do tema geral da pesquisa que pode distinguir o essencial do acessório. .
 2. IDENTIFICAR O QUE ESTÁ REPRESENTADO O título indica-nos o objecto de estudo e a(s) data(s) a que os dados se referem. É preciso ter em atenção as unidades empregues, que podem ser expressas em valores brutos (ex: toneladas, unidades monetárias, etc…) ou em valores relativos (ex: índices, percentagens, permilagens, etc…)
 Tipos de gráficos:
 • gráficos de evolução, que representam uma situação num ou vários espaços em vários momentos temporais;
 • gráficos de repartição, quando representam várias componentes de uma situação. .
 3. ANALISAR O GRÁFICO OU QUADRO
 • nos gráficos de evolução, a leitura dos dados segue o curso das datas; deve notar a tendência geral; os movimentos ascendentes e descendentes; as grandes etapas da evolução. Se o gráfico apresenta várias curvas, deves compará-las.
 • nos gráficos de repartição, tens que observar as diferenças existentes entre os diferentes dados. .
 4. CONCLUSÃO
 • se o gráfico representa uma situação histórica num dado período, resume a informação proporcionada pela análise do gráfico (conforme o ponto anterior).
 • se o gráfico representa uma evolução, refere a situação em cada período cronológico, destacando as permanências e as mudanças.

COMO ANALISAR A INFORMAÇÃO DE UM MAPA HISTÓRICO

COMO ANALISAR A INFORMAÇÃO DE UM MAPA HISTÓRICO
1. SABER O QUE PROCURA É em função da questão ou do tema geral da pesquisa que pode distinguir o essencial do acessório. .
 2. IDENTIFICAR O QUE ESTÁ REPRESENTADO
 • Observar o título - fornece informação sobre o âmbito geográfico e temporal e o tipo de mapa: político, económico e demográfico.
 • Observar a legenda – refere os significados das cores e sinais convencionais utilizados.
 • Observar o mapa – descreve uma situação num determinado período? (então é um mapa estático); documenta uma evolução ? (então é um mapa dinâmico) .
 3. ANALISAR O MAPA A análise do mapa depende do tipo de mapa e das informações fornecidas. Se o mapa representa:
 • Uma situação política, observa a importância territorial dos estados, limites, fases de expansão (em proveito e à custa de quem?), regime político, etc…
 • Uma situação económica, observa os diferentes tipos de produção e a sua localização; as correntes comerciais (de onde para onde?); localização e importância relativa dos diversos centros económicos, etc… • Uma situação demográfica, observa as zonas de maior ou de menor concentração populacional e sua localização, as correntes migratórias (de onde para onde?), etc… Se o mapa representa uma mesma realidade histórica em tempos diferentes, observa e regista as diferenças. .
 4. CONCLUSÃO
 Se o mapa for estático, resume a informação proporcionada pela análise do mapa (conforme o ponto anterior), seguindo uma sequência lógica: por zonas geográficas, por tipo de informação recolhida. .
 Se o mapa for dinâmico, refire a situação em cada período cronológico, destacando as permanências e mudanças.

INTERPRETAR UMA IMAGEM



INTERPRETAR UMA IMAGEM
1. SABER O QUE PROCURA. É em função da questão ou do tema geral da pesquisa que podes destinguir o essencial do acessório. .
 2. IDENTIFICAR O TIPO DE IMAGEM. → a identificação do tipo de imagem é importante para determinar a sua função. tipos de imagens: gravura, pintura, cartaz, caricatura*, fotografia, etc… funções possíveis numa imagem: ilustrar, fazer rir, decorar, comemorar, glorificar, satirizar, etc… . * para uma correcta interpretação de caricaturas ver a respectiva entrada dedicada a este assunto. .
 3. CONTEXTUALIZAR O DOCUMENTO. quem foi o seu autor? quando e onde foi produzido? a que ou a quem se destinava? qual era a finalidade da imagem na época em que foi produzida? (que motivo levou à sua produção) que ideias defende? em que medida a finalidade do documento pode prejudicar a nossa confiança na sua mensagem? .
 4. OBSERVAR E DESCREVER A IMAGEM. → quando um documento iconográfico é complexo deves proceder da seguinte forma: realizar uma observação organizada por planos; realizar uma observação organizada por temas (personagens, trajes, objectos, símbolos, actividades, etc…); . → é importante observar as relações entre as diversas personagens ou cenas (oposição, aliança, concordância, etc…) e o modo como essas relações são graficamente estabelecidas. . → descrever uma imagem é considerar a imagem como um objecto e referir: o que está representado e como está representado .
 5. INTERPRETAR A MENSAGEM DO DOCUMENTO. → interpretar a imagem é explicá-la: o que significam estas imagens? o que significam estes símbolos? como se relacionam com o contexto histórico em que foram produzidos? . → formular em algumas linhas a mensagem: glorifica uma situação ou um indivíduo? descreve objectivamente uma situação? provoca alguma reacção no observador?

sexta-feira, 11 de abril de 2014

ROTEIRO DA REVOLUÇÃO DE 25 DE ABRIL 1974

A partir de 1973, o Estado Novo vai começar a sentir o maior descontentamento em relação ao regime entre os militares. Começam as primeiras reuniões preparatórias da revolução do 25 de abril de 1974.
A primeira reunião teve lugar em Bissau em agosto de 1973 entre 51 oficiais das Forças Armadas.
Depois sucederam-se várias reuniões do Movimento das Forças Armadas, começando no Monte Sobral em Alcáçovas, perto de Évora, a 9 de setembro de 1973.
Seguiram-se em S. Pedro do Estoril e na Costa da Caparica, onde nesta última ficou decidido que os militares Vasco Lourenço, Otelo Saraiva de Carvalho e Vítor Alves coordenariam a preparação do golpe militar.
 A 15 de abril de 1974, os militares que apoiam o MFA recebem o documento “Ordem de Operações”.
Tendo o MFA obtido da Marinha e da Força Aérea o compromisso de que estas não interviriam no golpe militar e fixam a acção para a semana de 20 a 27 de abril.
Entretanto, ficou determinado pelo MFA que o início das operações seria na madrugada de 24 para 25 de abril.
 Às 22h, Otelo Saraiva de Carvalho, Sanches Osório, Garcia dos Santos, Lopes Pires, Vítor Crespo e Hugo dos Santos instalam-se num barracão do quartel de Engenharia n.º 1, na Pontinha, onde é montado um sistema de comunicações para servir de Posto de Comando do MFA.
 Às 22h e 55m, a Rádio Emissora Associados de Lisboa transmite a canção “E depois do Adeus” de Paulo de Carvalho que era o primeiro sinal combinado para os militares se prepararem para sair dos quartéis.
 Às 0h 25m já no dia 25 de Abril, no programa “Limite” da Rádio Renascença é emitida a segunda senha, a canção “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso que confirmaria o início da “Operação Fim do Regime”, sendo o momento que marca a saída das tropas dos quartéis.
 Entre as 0h e 30m e as 3h e 30 iniciam-se por todo o país movimentações de tropas fiéis ao MFA.
 As ope-rações militares desenvolveram-se por todo o território português, mas o objectivo principal era dominar a região militar de Lisboa e obrigar à rendição de Marcello Caetano.
Por exemplo, às 2h e 24 as forças da Escola Prática de Engenharia saem do quartel de Tancos em direcção à ponte da Golegã-Chamusca, a fim de se juntarem aos elementos das Companhias de Caçado-res de Santa Margarida.
Às 3h da manhã, a coluna da Escola Prática de Administração Militar toma a RTP. Também o Quartel-General da Região Militar do Porto é tomado pelas forças do tenente-coronel Carlos Azeredo, onde se instala o posto de comando do Movimento no Norte do País.
O Centro de Operações Especiais de Lamego dirige-se para o Porto, com a missão de ocupar a delegação da PIDE/DGS.
Duas companhias de Batalhão de Caçadores 5 cercam o Quartel-General da Região Militar de Lisboa, ao mesmo tempo que é ocupado o Rádio Clube Português por um grupo de militares comandado pelo Major Costa Neves.
Igualmente, é ocupada a Emissora Nacional e às 4h e 20 as forças da Escola Prática de Infantaria de Mafra assumem o controlo do Aeroporto da Portela.
 Entretanto, às 4h e 30, Joaquim Furtado lê aos microfones do Rádio Clube Português, o primeiro comunicado do posto de comando do MFA. Neste pede-se à população que esteja calma e aos habitantes de Lisboa “no sentido de se recolherem a suas casas nas quais se devem con-servar com a máxima calma”, informando que há uma revolução em curso para pôr fim ao governo de Marcello Caetano.
 É, então, que às 5h da manhã, o chefe do Governo, Marcello Caetano, refugia-se no Quartel do Carmo da GNR que era fiel ao Governo.
 Com as regiões militares do Norte, do Centro e do Sul controladas, o MFA consegue dominar facilmente a situação em Lisboa, depois de tomadas as instalações do Rádio Clube Português, da Emissora Nacional, da RTP e do Aeroporto de Lisboa. Entre as 6h e as 9h, as tropas comandadas por Salgueiro Maia, vindas de Santarém, ocupam o Terreiro do Paço para controlar os principais Ministérios e onde estavam situadas as tropas fiéis ao Governo que após negociações acabam por aderir ao MFA.
 Às 10h da manhã do dia 25 de abril, a população de Lisboa já está na rua em apoio às tropas do MFA.
Por volta das 11h, as tropas de Salgueiro Maia dirigem-se para o Quartel do Carmo acompanhadas por milhares de pessoas que distribuem alimentos e cravos aos militares.
 Às 13h já há manifestações de populares por toda a cidade de apoio ao MFA e contra o Governo.
A população lisboeta gritava “O povo unido nunca mais será vencido” e invade as ruas da Baixa de Lisboa.
Nesse momento, alguém teve a ideia de começar a enfeitar com cravos os canos das G3 que os soldados carregavam.
Foi, assim, que o cravo vermelho se transformou num dos símbolos do 25 de Abril de 1974.
 Depois de algumas horas de negociações, entre as 15 e as 17h, o chefe do Governo acaba por se render na presença do general António de Spínola.
 É, então, que às 18h, Salgueiro Maia e Sousa Tavares pedem à população que enchia o Largo do Carmo para se retirar, embora sem sucesso, para que Marcello Caetano pudesse abandonar o quartel.
 Mas foi só às 19h e 30 que Marcello Caetano e outros membros do Governo entram numa viatura blindada e são conduzidos ao Posto de Comando do MFA na Pontinha.
Daí, embarcam num avião para a Madeira e, mais tarde, partem para o exílio no Brasil.
 Finalmente, às 20h, o MFA comunica nos emissores do Rádio Clube Português que o regime chefiado por Marcello Caetano tinha terminado.
 Na madrugada do dia 26, à 1h e 30, através da RTP, a Junta de Salvação Nacional apresenta-se ao País, presidida pelo general Spínola, com o programa do MFA.
Com este comunicado a revolução tinha triunfado.
Entretanto, o Presidente da República, Américo Tomás, que nunca abandonou a sua residência, é obrigado também a embarcar para a Madeira e, mais tarde, para o Brasil.
 Tinha, assim, caído a ditadura em Portugal e vencido a Revolução
de 25 de Abril de 1974.





segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Para recordar!

Para que possamos estudar e compreender o século XX, é necessário recuperar alguns conhecimentos adquiridos no ano letivo anterior. Assim, seguem-se algumas ideias-síntese que te irão ajudar a relembrar e a sentir o cheirinho a História.
 1. A ABERTURA AO MUNDO
 · Muitos foram os condicionalismos geográficos, técnicos, sociais, económicos e políticos que lançaram os portugueses na Expansão Marítima dos séculos XV e XVI.
· A política expansionista de Portugal e Espanha agravou as rivalidades já existentes, conduzindo a uma política de mare clausum, à assinatura do Tratado de Tordesilhas e à divisão do mundo em duas partes iguais.
· Muitos foram os feitos de relevo praticados pelos navegadores portugueses, destacando-se a Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia (Vasco da Gama-1498) e a Descoberta do Brasil Pedro Álvares Cabral-1500).
· A descoberta do Caminho Marítimo para a Índia, permitiu a abertura da Rota do Cabo e a ruína da antiga Rota do Levante.
· As costas Ocidental e Oriental Africanas e na Ásia, criaram-se várias feitorias de forma a melhor controlar o comércio nestas paragens. No Brasil instituiu-se o sistema de capitanias.
· A presença espanhola nos seus territórios da América do Sul, caracterizou-se por medidas de grande violência humana, económica e cultural, levando gradualmente à submissão total das civilizações ameríndias. · A descoberta e colonização de outros continentes deu origem a um mercado à escala mundial.
 · Lisboa, Sevilha e, mais tarde, Antuérpia, assumiram o papel de principais centros do comércio dos produtos ultramarinos.
· Devido aos profundos contactos estabelecidos entre a Europa e os outros continentes, ocorreu um fenómeno de aculturação, que conduziu a grandes alterações do quotidiano.
 2. OS NOVOS VALORES EUROPEUS
 · O renascimento fundamentou-se na recuperação, imitação e superação dos modelos Clássicos da Antiguidade Greco-Romana.
· Em termos filosóficos, o Humanismo colocou o Homem no centro do Universo – antropocentrismo – defendendo uma cultura global e total.
· A criação da imprensa, a valorização da natureza e os descobrimentos marítimos, contribuíram, nesta época, para um alargamento do conhecimento do mundo e do próprio homem.
· A arte do Renascimento inspirou-se nos cânones greco-romanos, procurando o equilíbrio, a harmonia e a proporção de formas. Descobriu-se a técnica do óleo e a perspectiva linear.
· A arte portuguesa desta época encontrou soluções próprias, que deram origem a um estilo de cunho nacional: o Manuelino.
· Martinho Lutero contestou a actuação da Igreja Católica pela condenação pública da Bula das Indulgências do Papa Leão X. Essa contestação deu início à Reforma Protestante. Perante o avanço do movimento reformista, a Igreja Católica promoveu a Contra-Reforma.
 3. O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL
· Diversos factores levaram ao declínio do Império Português do Oriente, tendo sido iniciada então a exploração sistemática do Brasil.
· Após o exclusivo económico dos países ibéricos, determinado no Tratado de Tordesilhas e defendido pela doutrina do mare clausum, diversos países do centro europeu (Holanda, Inglaterra e França) lançam-se nos seus processos de expansão, de acordo com uma nova política de mare liberum.
· Depois do poderio de Lisboa e Sevilha, o mundo económico assistiu à ascensão económica de Antuérpia ( 1ª metade do século XVII) e de Amesterdão (2ª metade do século XVII).
· A segunda metade do século XVI assistiu ao auge do Império Espanhol, bem como à União Ibérica que, ao longo de 60 anos, se revelou desastrosa para os interesses nacionais.
· Um longo período de descontentamento conduziu a um clima de revolta que culminou no movimento de Restauração da Independência Nacional, a 1 de Dezembro de 1640.
 4. ABSOLUTISMO E MERCANTILISMO NUMA SOCIEDADE DE ORDENS
 · A sociedade do Antigo regime era uma sociedade de Ordens, baseada na tradicional hierarquia trinitária: Clero, Nobreza e Povo.
· Politicamente, o Antigo Regime correspondeu ao fortalecimento do poder régio, assumindo um carácter de forte absolutismo.
· Para fazer face à crise económica que afectou a Europa durante o século XVII, surgiram medidas que tentavam promover as manufacturas e o mercado interno de cada país. Esta nova doutrina- Mercantilismo – tinha por máxima exportar o máximo; importa o mínimo, tendo sido implantada em França por Colbert e introduzida em Portugal pelo Conde da Ericeira.
· Em termos artísticos, os finais do século XVI assistiram às primeiras manifestações de Arte Barroca. Este novo estilo contrapôs uma certa agitação de formas e o gosto pelo dramatismo e pela ostentação à serenidade e equilíbrio da Arte do Renascimento. Em Portugal, adquiriram larga expressão a talha dourada e o azulejo.
· A reconstrução de Lisboa, após o terramoto de 1755, obedeceu a moldes modernos e a critérios que tinham por objectivo a normalização social face ao poder absoluto do monarca. A Praça do comércio, enquanto símbolo do poder burguês, constitui igualmente um sinal de mudança social e de ascensão deste grupo. Sto. António dos Olivais (Coimbra)
 5. A CULTURA E O ILUMINISMO EM PORTUGAL FACE À EUROPA
· A ciência moderna nasceu e desenvolveu-se entre os séculos XVII e XVIII com a implementação do método experimental. Cientistas e homens de conhecimento como Galileu, Newton, Descartes, basearam-se na observação da Natureza, na matemática e no uso da Razão.
· As ciências da natureza ganharam um novo estatuto, igualmente graças aos aperfeiçoamentos técnicos e às viagens de exploração que deram a conhecer locais do mundo ainda inexplorados.
· Durante o século XVIII surgiu o movimento iluminista. Os seus teóricos acreditavam na razão e no progresso, no direito do Homem à felicidade, à igualdade, à liberdade e à justiça. Criticavam o poder absoluto e a sociedade de ordens e, em contrapartida propunham a separação de poderes e a soberania popular. Rapidamente estas ideias se espalharam por toda a Europa, através das academias, dos salões, da maçonaria, da Enciclopédia, dos clubes e dos cafés.
 · Em Portugal, destacam-se a acção dos estrangeirados e as reformas pombalinas no campo da educação.
 6. A REVOLUÇÃO AGRÍCOLA E O ARRANQUE DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
· No século XVIII as regiões do Norte e do Noroeste da Europa abandonaram gradualmente as culturas agrícolas tradicionais, adoptando novas técnicas e processos que lhes permitiram obter uma maior produtividade – Revolução Agrícola.
· Vários factores positivos permitiram o aumento significativo da população europeia – Revolução Demográfica.
· A diminuição da mortalidade, o crescimento populacional e o desenvolvimento comercial e industrial deram origem ao progresso das cidades – Crescimento Urbano.
· Diversos condicionalismos específicos conduziram a Inglaterra a um lugar prioritário na industrialização da sua economia – Revolução Industrial.
· Na Revolução Industrial salientou-se a descoberta de uma nova fonte de energia – o vapor – e de um engenho capaz de utilizá-la – a máquina a vapor.
 7. AS REVOLUÇÕES LIBERAIS
· O descontentamento das colónias britânicas da América do Norte levou a um clima de revolta que culminou com a independência das 13 colónias inglesas. A Declaração da Independência, de 1776, afirma que os homens possuem certos direitos inalienáveis: a vida, a liberdade, a busca da felicidade. A Constituição de 1787 instituiu uma república federal, levando à prática o princípio iluminista da separação dos poderes.
· A crise generalizada do Antigo Regime teve repercussões particulares em França. Aqui, o Terceiro Estado revoltou-se contra a ordem social vigente, segundo um processo revolucionário que marca, igualmente, o início da Idade Contemporânea – Revolução Francesa, 1789.
· O processo revolucionário francês desenvolveu-se por etapas, terminando com o triunfo da Burguesia e a subida de Napoleão ao poder.
· Os objectivos imperialistas de Napoleão, conduziram à invasão de Portugal (1807 – 1811) e a uma consequente crise generalizada no nosso país.
 · A difusão das ideias liberais, conduziu a um processo revolucionário que culminou com a Revolução Liberal de 1820 e, posteriormente, com a primeira Constituição Portuguesa – 1822.
· Entre 1823 e 1834, Portugal foi palco de uma violenta guerra civil que opôs liberais e absolutistas. Venceria a facção de D.Pedro IV, triunfando a Monarquia Constitucional.
 8. O MUNDO INDUSTRIALIZADO NO SÉCULO XIX
· Primeiro a Inglaterra e, depois, outras potências da Europa e do Mundo, com destaque para a Alemanha, EUA e Japão,lançaram-se num processo de industrialização que marcou todo o século XIX.
· A industrialização permitiu o desenvolvimento dos transportes (caminhos de ferro e barcos a vapor), o aumento da circulação de produtos e pessoas e a intensificação dos mercados nacionais e internacionais. Foram aplicadas novas fontes de energia como o petróleo e a eletricidade e desenvolveram-se novas indústrias, sobretudo nos ramos da siderurgia, química e material eléctrico.
· Desenvolveu-se o liberalismo económico, o qual aplicou o conceito de liberdade à produção, ao trabalho, aos preços e aos salários.
· O século XIX presenciou um forte crescimento demográfico e urbano, bem como profundas transformações sociais (Grande burguesia, Proletariado), que conduziram a revoltas e lutas sociais. Surgiram os sindicatos e os movimentos socialistas (doutrinas que se propunham reorganizar a sociedade com base em princípios mais justos e igualitários, abolindo-se a exploração do homem pelo homem).
 · Ocorreu igualmente um grande movimento de renovação literária, científica e artística Romantismo,Realismo, Impressionismo, Arquitetura do ferro).
 9. O CASO PORTUGUÊS
 · A primeira metade do século XIX foi marcada por uma profunda instabilidade política e social (as invasões francesas, o conflito luso-espanhol, a independência do Brasil e as lutas liberais), contribuindo para o atraso da industrialização e da modernização do país.
· A partir de meados do século, surgiu um novo período de estabilidade política, de desenvolvimento económico e de criação de infra-estruturas, a REGENERAÇÃO, personalizado no ministro das Obras Públicas, Fontes Pereira de Melo, grande responsável pelo incremento da rede de transportes rodoviários e ferroviários.
· Apesar do progresso verificado na indústria, nomeadamente nos têxteis, no tabaco, nas cerâmicas, nos vidros e nas conservas, continuaram a predominar as manufacturas familiares e o país manteve a situação de dependência económica em relação aos países mais industrializados.
· O grande surto demográfico, a ruína dos pequenos proprietários e o tímido desenvolvimento industrial arrastaram milhares de portugueses para a emigração, nomeadamente para o Brasil, em busca de melhores condições de vida.
· A nova burguesia liberal assumiu formas e estilos de vida que até então tinham caracterizado as classes dominantes do Antigo Regime. Os seus representantes passaram a ser conhecidos como barões do liberalismo. · O operariado ganhou consciência de classe, associando-se em sindicatos (em 1853 surgiu o Centro Promotor de Melhoramentos da Classe Laboriosa).

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

25 DE ABRIL 1974: PARTIDOS POLÍTICOS

Lista de partidos e coligações activas
Esta lista apresenta todos os partidos existentes reconhecidos pelo Tribunal Constitucional.
Partidos sem representação parlamentar
Esquerda
PCTP/MRPP - Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses - Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado
POUS - Partido Operário de Unidade Socialista
Centro-esquerda
PH - Partido Humanista
PDA - Partido Democrático do Atlântico
PTP - Partido Trabalhista Português
Centro
MEP - Movimento Esperança Portugal
PAN - Partido pelos Animais e pela Natureza
MPT - Partido da Terra
Centro-direita
PLD - Partido Liberal-Democrata
PPV - Portugal pro Vida
Direita
PPM - Partido Popular Monárquico
PND - Nova Democracia
PNR - Partido Nacional Renovador
Com representação parlamentar na legislatura 2009-2011
Esquerda
BE - Bloco de Esquerda - Fundado em 1998 depois da fusão entre o Partido Socialista Revolucionário (PSR) (trotskista), União Democrática Popular (UDP) (marxista-leninista), o Política XXI (PXXI) (marxista-leninista) e a Frente de Esquerda Revolucionária (Ruptura/FER) (trotskista), o Bloco de Esquerda assumiu-se como um movimento de ruptura dentro do panorama político português. Abordando questões fracturantes, como os direitos dos homossexuais ou a despenalização das drogas leves, o partido cresceu, sobretudo nos meios urbanos. Nos últimos anos, perdeu uma parte do verbalismo que o caracterizava e aproximou-se mais do perfil dos partidos tradicionais. Apesar de não se assumir como líder, Francisco Louçã é a figura mais destacada do partido. O Bloco de Esquerda conta actualmente com oito deputados naAssembleia da República.
PCP - Partido Comunista Português - Fundado em 1921, é o partido mais antigo e com a história mais longa. Fundado enquanto secção da Internacional Comunista, tornou-se na referência ideológica do operariado. Depois da ascensão da ditadura militar e mais tarde do regime ditatorial de Salazar, passou a trabalhar na clandestinidade e funcionou durante décadas como a única força organizada de resistência ao regime, apesar das vagas de repressão. O seu líder histórico foi Álvaro Cunhal. Tendo desempenhado um papel maior durante a Revolução de Abril, a queda do bloco socialista do leste da Europa enfraqueceu o partido, que no entanto conta ainda com uma influência maior junto do movimento sindical e nas regiões rurais do Alentejo e junto do operariado da cintura industrial de Lisboa. O Secretário-Geral do partido é Jerónimo de Sousa. O PCP conta actualmente com catorze deputados na Assembleia da República.
PEV - Partido Ecologista "Os Verdes" - Fundado em 1982, concorreu sempre em coligação com o PCP na Coligação Democrática Unitária. Apesar de ser um partido com uma reduzida influência social, tem um grupo parlamentar de dois deputados e conta com uma intervenção nas áreas do ambiente e da ecologia.
Centro-esquerda
PS - Partido Socialista - Fundado em 1973, à semelhança do Partido Social Democrata, é um partido de tradição social-democrata em Portugal, apesar de uma série recente de desvios para o centro, à semelhança do Partido Trabalhista do Reino Unido. O seu líder histórico é Mário Soares. Em 2011 passou a ter 74 deputados na Assembleia da República.
Centro-direita
PPD/PSD - Partido Popular Democrático - Partido Social Democrata - Fundado em 1974 por um grupo de deputados afectos à "Ala Liberal" da Assembleia Nacional. Inicialmente assumia-se como um partido de esquerda, mas com a consolidação e establização do regime democrático emanado após o golpe militar de 25 de abril de 1974, o PSD (tal como quase todos os principais partidos portugueses) deu a chamada "viragem à direita", pelo que é atualmente um partido do espectro da centro-direita, maioritariamente conservador e liberal, e, de modo peculiar, combateu o coletivismo económico e os movimentos totalitários marxistas e comunistas, subsequentes à Revolução de 25 de Abril de 1974. Entre os líderes históricos encontram-se Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Aníbal Cavaco Silva. Tem alternado com o Partido Socialista na chefia dos destinos do país, ora sozinho ora em coligações, tendo maior apoio no norte. É liderado atualmente por Pedro Passos Coelho e conta com 108 deputados na Assembleia da República, obtendo assim maioria relativa parlamentar e conta com a ajuda do CDS-PP, fazendo 128 deputados no total (maioria absoluta)
Direita
CDS-PP - Centro Democrático Social - Partido Popular - Fundado em 1974, o CDS é o partido mais à direita do Parlamento. Foi liderado por Diogo Freitas do Amaral e Adriano Moreira, entre outros. Depois de ter atravessado várias correntes ideológicas, o CDS voltou às origens e voltou a definir-se como um partido democrata-cristão. Tendo como pilares a defesa dos valores tradicionais de família e ao mesmo tempo a economia de mercado, o CDS é um partido que tem a sua base de apoio na classe média, principalmente nas regiões rurais a norte do país. O líder do partido é Paulo Portas. O CDS-PP conta actualmente com vinte e quatro deputados na Assembleia da República.
Coligações
CDU (PCP-PEV) - Coligação Democrática Unitária

Lista de partidos e coligações extintas da III República
Esta lista apresenta os partidos que já foram reconhecidos pelo Supremo Tribunal de Justiça ou pelo Tribunal Constitucional mas que já não existem ou cessaram a sua actividade.
Esquerda
AOC - Aliança Operária Camponesa
FEC(m-l) - Frente Eleitoral dos Comunistas (marxistas-leninistas) (Em 1976 altera a sua designação e sigla para OCMLP.)
FER - Frente da Esquerda Revolucionária (Criado em 1989, proveniente da alteração da denominação da LST.)
FSP - Frente Socialista Popular (Integrou a coligação FEPU com o PCP e o MDP)
FUP - Força de Unidade Popular (Inscrito em 1980, nunca concorreu a eleições)
GDUP's - Grupos Dinamizadores de Unidade Popular (Inscrito em 1976, concorreu somente às eleições Autárquicas de 1976)
LCI - Liga Comunista Internacionalista (Em 1979 funde-se com o PRT no PSR.)
LST - Liga Socialista dos Trabalhadores (Inscrito em 1983; em 1989, alterou a sua donominação para FER.)
MDP/CDE - Movimento Democrático Português / Comissões Democráticas Eleitorais (Plataforma de antifascistas antes do 25 de Abril, mais tarde tornou-se um partido e concorreu sozinho ou coligado com o PCP por diversas vezes)
MES - Movimento de Esquerda Socialista
MUT - Movimento para a Unidade dos Trabalhadores (Surge em 1974, da alteração da denominacão do POUS. Concorreu às legislativas de 1995. Em 1999 retomou a denominação original POUS.)
OCMLP - Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa
PCP(m-l) - Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista)
PC(R) - Partido Comunista (Reconstruído)[4]
PRT - Partido Revolucionário dos Trabalhadores (Em 1979 funde-se com a LCI no PSR.)
PSR - Partido Socialista Revolucionário
PST - Partido Socialista dos Trabalhadores (Inscrito em 1980)
PT - Partido Trabalhista (Criado em 1979, resultante da alteração da denominação da AOC.)
PUP - Partido de Unidade Popular
PXXI - Política XXI
UDP - União Democrática Popular
Centro-esquerda
ASDI - Acção Social Democrata Independente (Concorreu em 1979 e 1980 em coligação com o PS)
CDM - Centro Democrático de Macau
MD - Movimento pelo Doente (Nunca concorreu a eleições)
PRD - Partido Renovador Democrático
PSN - Partido da Solidariedade Nacional
UEDS - União da Esquerda para a Democracia Socialista
Centro-direita
ADIM - Associação de Defesa dos Interesses de Macau
PG - Partido da Gente
PPR - Partido Português das Regiões (Nunca concorreu a eleições)
MMS - Movimento Mérito e Sociedade (Em 2011 alterou a sua designação para Partido Liberal-Democrata)
Direita
MIRN/PDP - Movimento Independente para a Reconstrução Nacional / Partido da Direita Portuguesa
PDC - Partido da Democracia Cristã
Coligações
AD - Aliança Democrática - (Coligação entre o PPD/PSD, o CDS e o PPM)
APU - Aliança Povo Unido - (Coligação entre o PCP e o MDP)
FEPU - Frente Eleitoral Povo Unido - (Coligação entre o PCP, o MDP e a FSP)
FRS - Frente Republicana e Socialista (Coligação entre o PS, a ASDI e a UEDS; concorreu em 1980)
MPT-P.H. - FEH - Frente Ecologia e Humanismo
Outras organizações da III República
LUAR - Liga de Unidade e Acção Revolucionária (1967)
PRP-BR - Partido Revolucionário do Proletariado (1973)
FLA - Frente de Libertação dos Açores (1974)
FLAMA - Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira (1974)
PL - Partido Liberal (1974)
ELP - Exército de Libertação de Portugal (1975)
MDLP - Movimento Democrático de Libertação de Portugal (1975)
SUV - Soldados Unidos Vencerão (1975)
ID - Associação de Intervenção Democrática (1987)
Plataforma de Esquerda (1992)
Ruptura/FER (2000)
MLS - Movimento Liberal Social (2005)
MIC - Movimento de Intervenção e Cidadania (2006)
Partido Comunista Português (PCP)

Resultado de imagem para simbolo pcp“Fundado em 1921 com raízes na Federação Maximalista Portuguesa, o PCP manteve-se fiel ao longo da sua existência aos princípios e à prática do marxismo-leninismo, na linha da Revolução russa de 1917 e da experiência soviética que se lhe seguiu.
Entre 1926 e 1974 foi perseguido e forçado à clandestinidade, primeiro sob a liderança de Bento Gonçalves, emergindo desde os anos 40 a presença de Álvaro Cunhal, grande reorganizador do partido .
É de destacar, ainda, a influência de dirigentes como José Gregório e Júlio Fogaça.
Sobretudo a partir de 1944, foi muito nítida a marca do PCP na estratégia da oposição democrática - desde o Movimento de Unidade Nacional Antifascista (MUNAF) e do MUD ao MDP/CDE (de1969 e de 1973).
Depois de 1974, e sem esquecer que as eleições de 1973 tinham sido disputadas pela oposição sob um signo de um acordo celebrado entre os comunistas e o recém-constituído Partido Socialista, o PCP participou nos seis governos provisórios e foi a terceira força mais votada nas eleições para a Assembleia Constituinte.
Ao longo do processo revolucionário, cobriu ou favoreceu alguns dos excessos radicais e chegou a manifestar, pela boca de alguns dos seus dirigentes, reservas quanto ao modelo de democracia representativa e pluralista, que viria a ser consagrado na Constituição.
 No dia 12 de Janeiro de 1975, o Partido Comunista Português tornou-se no primeiro partido legalmente reconhecido.
A sua acção política tem-se desenvolvido sobretudo a nível autárquico, na Assembleia da República, no movimento sindical - com fortes e estreitos elos relativamente à Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses
- Intersindical (CGTP-IN) e, até aos anos 80, na Zona de Intervenção da Reforma Agrária.
Desde 1977, tem integrado diversas coligações eleitorais: Frente Eleitoral Povo Unido (FEPU-1977), Aliança do Povo Unido (APU-1978) e presentemente a Coligação Democrática Unitária (CDU), formada em 1987 e constituída pelo PCP, pelo Partido Ecologista Os Verdes e por elementos da Associação Intervenção Democrática.
Em 1992, Cunhal deixou o cargo de Secretário-Geral do Partido cedendo-o a Carlos Carvalhas".
Em 2004 Jerónimo de Sousa assume as funções de secretário-geral do partido.
 PARTIDO SOCIALISTA (PS)
 “A fundação do primeiro Partido Socialista Operário Português (PSOP) remonta a 1875,
sob proposta de Azedo Gneco, que contou com o apoio de José Fontana, Antero de Quental e Nobre da França, entre outros. Emvirtude da incipiente industrialização do País e da crescente influência do Partido Republicano Português nas duas últimas
décadas do século XIX junto da pequena e média burguesia e do proletariado urbanos, os primeiros socialistas tiveram uma influência limitada na sociedade portuguesa quer no fim do século passado quer no início deste.
 Desde cedo, porém, foram mantidas relações estreitas com o movimento socialista internacional.
Depois da implantação da Ditadura Militar, em 1926, o partido perdeu, porém, a sua organização - apesar de se manter activo até 1933, data em que se realizou em Coimbra a sua IV Conferência.
Em 1942, surge o Núcleo de Doutrinação e Acção Socialista (NDAS) e, dois anos depois, é criada a União Socialista (US).
Em 1945 o núcleo fundamental que funda o Movimento da Unidade Democrática (MUD) é
constituído por socialistas. E em 1 de Maio de 1947, António Sérgio profere a “Alocução aos
Socialistas”, onde apela à acção política em prol da democracia; em 1953 é constituída a Resistência Republicana e Socialista e em 1961 é publicado o “Programa para a Democratização da Republica”, que pretende corporizar um movimento político capaz de mobilizar os cidadãos para a tarefa de pôr termo a Ditadura.
Em 1964, Mário Soares, Tito de Morais e Francisco Ramos da Costa criam a Acção Socialista Portuguesa (ASP), que desenvolve acções de sensibilização cívica e de propaganda política e social no País e no Estrangeiro.
Em Março de 1968 Mário Soares é deportado para S. Tomé por decisão do Governo de Salazar, o que pretende ser um duro golpe na oposição democrática, de onde regressará em Novembro do mesmo ano, já por decisão de Marcelo Caetano, que assumira entretanto a chefia do Governo.
 Nas eleições de 1969, a ASP promove Listas de Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEUD) em Lisboa, no Porto e em Braga, com fracos resultados.
Em 1970 Mário Soares é, contudo, forçado a exilar-se no estrangeiro.
Em Abril de 1973 a ASP transforma-se no Partido Socialista no Congresso de Bad-Munstereifel e os seus membros concorrem às eleições desse ano ao lado dos comunistas e independentes.
Após a Revolução do 25 de Abril, e embora já tendo sido fundado em 1973 legaliza a sua situação junto do Tribunal Constitucional em 1 de Fevereiro de 1975
Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, o PS, sob a liderança de Mário Soares, participa em cinco dos seis governos provisórios, sendo o partido mais votado nas eleições para a Assembleia
Constituinte (1975), na qual dispôs de uma influente maioria relativa.
 Volta a obter o primeiro lugar nas eleições de 1976.
Em 1974 e 1975, durante a Revolução, demarca-se claramente do PCP, quer a propósito da “unidade sindical”, ponto em que se destacou Salgado Zenha, ao denunciar a hegemonização dos movimentos dos trabalhadores pelo PCP, quer a propósito da intransigente defesa do pluralismo e das liberdades fundamentais,em contraponto ao projecto nacional-militar do MFA.
Em 1976, o PS apoiou a candidatura do General Ramalho Eanes à Presidência da República - que viria a sair vencedora - e em 1980 viabilizaria a recandidatura - então com a demarcação pessoal de Mário Soares, por discordância com a orientação política do candidato.
O líder socialista (Mário Soares) foi primeiro-ministro em três períodos (1976-1977, governo minoritário, apenas com o apoio do PS; 1978, maioritário com o apoio do CDS; 1983-1985, maioritário, baseado num acordo PS- PSD).
Nas eleições de Outubro de 1985 sofreu um duro revés, baixando a sua votação para 20%, em virtude dos efeitos da política de austeridade posta em prática pelo governo do Bloco Central e do surgimento de um novo partido - o PRD. Em Fevereiro de 1986, o líder
histórico do partido, Mário Soares, viria, porém, a ser eleito presidente da República, numa renhida disputa, batendo na segunda volta, com o voto de toda a esquerda, o candidato Diogo Freitas do Amaral, apoiado pelo PSD e pelo CDS.
Como secretário-geral do PS, Víctor Constâncio sucedeu a Soares em 1986, vindo a renunciar ao cargo em Outubro de 1988.
Sucedeu-lhe Jorge Sampaio, sufragado no Congresso de Janeiro de 1989 - que viria a ser eleito nesse ano Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Em 1991, Mário Soares é reeleito presidente da República, com cerca de 70% dos votos, mas em Outubro, o PS obtém nas legislativas um resultado aquém das expectativas, o que conduzirá à eleição de um novo secretário-geral do partido no início de 1992- António Guterres que chegaria ao poder, nas Legislativas de Outubro de 1995.
" Devido a maus resultados nas eleições autárquicas, Guterres abandona a liderança e é substituído por Ferro Rodrigues, o qual, por sua vez, vem a mais tarde a ser substituído por José Sócrates, actual líder do PS e Primeiro-ministro.
 PARTIDO POPULAR DEMOCRÁTICO/PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA
O Partido Popular Democrático/Partido Social Democrata (PPD/PSD) é um partido de direita, que governa actualmente Portugal, e fundado em 6 de maio de 1974, por Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota sob o nome Partido Popular Democrático (PPD).
PARTIDO POPULAR DEMOCRÁTICO
/PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA
Foi legalizado em 25 de Janeiro de 1975, passando a designar-se a 3 de Outubro de 1976, Partido Social Democrata (PSD).
O Partido Social Democrata (PPD/PSD) é um partido político português, fundado em 6 de Maio de 1974, por Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota sob o nome Partido Popular Democrático (PPD).
Sozinho ou em coligação, o PSD tem formado diversos governos da III República Portuguesa.
PPD/PSD - Partido Social Democrata -
Fundado em 1974 por um grupo de deputados afectos à "Ala Liberal" da Assembleia Nacional é um partido social-democrata, centrista, que, de modo peculiar, no caso português, combateu o colectivismo económico e os movimentos totalitários marxistas, subsequentes à Revolução de 25 de Abril de 1974. Entre os líderes históricos encontram-se Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Aníbal Cavaco Silva.
Tem alternado com o Partido Socialista na chefia dos destinos do país, ora sozinho ora em coligações, tendo maior apoio no norte.
É liderado por Pedro Passos Coelho e conta com oitenta e um deputados na Assembleia da República.
AOC:A Aliança Operário-Camponesa ou AOC foi uma organização política de extrema-esquerda
Aliança Operário-Camponesa
Criada em 17 de Novembro de 1974 a partir do PCP (m-l), por iniciativa de Heduíno Gomes.
Tal como o PCP(m-l) e o MRPP, a AOC distinguia-se de outros grupos de extrema-esquerda por eleger o PCP e Álvaro Cunhal como inimigos principais - ao invés da UDP, por exemplo, que coincidia com a esquerda tradicional ao designar o capitalismo e os Estados Unidos da América como principais adversários.


Partido Trabalhista
O Partido Trabalhista (PT) foi um partido político de extrema-esquerda, maoista, criado a partir de uma dissidência do PCP(m-l), por iniciativa de Heduíno Gomes, de pseudónimo Vilar. Inscrito oficialmente no STJ em 1975, com a denominação de Aliança Operário-Camponesa, alterou a sua denominação e sigla para "Partido Trabalhista" (PT) em 1979, tendo concorrido às eleições legislativas portuguesas de 1980, ano em que o seu símbolo passou a ser uma mão fechada empunhando uma rosa.
 Em 2000 foi decretada a sua extinção pelo Tribunal Constitucional por não desenvolver qualquer actividade, pelo menos desde 1983.

  PSR:O Partido Socialista Revolucionário (PSR) é um partido político português trotskista.
Partido Socialista Revolucionário
denominação e sigla para "Partido Trabalhista" (PT) em 1979, tendo concorrido às eleições legislativas portuguesas de 1980, ano em que o seu símbolo passou a ser uma mão fechada empunhando uma rosa. Em 2000 foi decretada a sua extinção pelo Tribunal Constitucional por não desenvolver qualquer actividade, pelo menos desde 1983.
Foi criado em 1978, durante o congresso em que a Liga Comunista Internacionalista (LCI) se fundiu com o Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT) e integrou um conjunto de militantes de várias correntes trotskistas.
Em 1983 concorreu às eleições legislativas em coligação, aparentemente contra-natura, com a UDP, então frente eleitoral de um movimento maoísta, o PCP (R).
Os resultados eleitorais são desastrosos.
Partido Socialista Revolucionário
Em 1985, depois de um recuo organizativo, o PSR ganha novo alento, iniciando campanhas antimilitaristas e anti-racistas, especialmente dirigidas à juventude.
Em 1987 participa nas eleições para o Parlamento Europeu, integrando nas suas listas candidatos independentes.
Nesse mesmo ano e mantendo a linha de colaboração com independentes, inicia a publicação da Revista Combate, em novo figurino.
Os principais líderes são Francisco Louçã, Alfredo Frade, Helena Lopes da Silva e José Falcão.
Extinguiu-se em 2006, sendo totalmente integrado no Bloco de Esquerda
LCI:A Liga Comunista Internacionalista (LCI) foi um partido português fundado em 1973.
Liga Comunista Internacionalista 
Considera-se como secção portuguesa da IV Internacional, de cariz trotskysta.
Está na génese do Partido Socialista Revolucionário.
Foi fundada em Dezembro de 1973, tendo como primeiro líder João Cabral Fernandes.
Em 1978 fundiu-se com o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, dando origem ao Partido Socialista Revolucionário, a actual Associação Politica Socialista Revolucionária.
LCI ainda era apenas conhecida por ter conseguido ser o partido menos votado nas eleições constituintes de 1975 e por ter um símbolo onde aparecia um identificativo 4 sobreposto à tradicional foice e martelo comunista .
Depois, os tempos e a organização evoluíram, e o seu porta-voz preferencial, rapidamente passou de preferencial a exclusivo, na pessoa de Francisco Louçã e a sua Trade Mark™ mais distintiva deixou de ser o 4 em cima da foice e do martelo (da Quarta Internacional),
UDP:A União Democrática Popular (UDP) foi um partido da extrema-esquerda portuguesa, que se
destacou pela sua ideologia maoísta e identificação com o regime estalinista da Albânia.
Formou-se em 16 de Dezembro de 1974, a partir de 3 grupos marxistas-leninistas-maoístas, o Comité de Apoio à Reconstrução do Partido Marxista-Leninista (CARP ML), surgido depois de 1974, os Comités Comunistas Revolucionários Marxistas-Leninistas (CCRML), criados em 1970 a partir de uma cisão do CM-LP e que se assumiam como seus verdadeiros sucessores, e a Unidade Revolucionária Marxista-Leninista (URML), surgida em 1971, e que teve uma breve aproximação aos trotskistas.
Tem o seu I Congresso em 9 de Março de 1975.
Elege um deputado para a Assembleia Constituinte em
25 de Abril de 1975, Américo Duarte, após Pulido Valente, um dos fundadores do CM-LP em 1964, ter sido barrado do cargo por ter visitado um preso político de então que fora seu amigo de infância e que por sinal era banqueiro.
Em 1976, nas eleições para a 1ª Assembleia Legislativa foi eleito como deputado Acácio Barreiros, um ex-estudante de engenharia que vinha dos CCRM-L e que mais tarde aderiria ao Partido Socialista de que viria também a ser deputado, e nas eleições de 1979 Mário Tomé é eleito deputado à Assembleia da República.
Em 1976 participa como principal força política num movimento revolucionário unitário de apoio à candidatura presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho, que chega a obter 16,5% dos votos nacionais, movimento que tenta persistir depois das presidenciais concorrendo com os GDUP às autárquicas de Dezembro de 1976 (apenas 2,49%).
Em 1983 apresenta-se às eleições legislativas coligada com o Partido Socialista Revolucionário, após profundas cisões no interior do PCP(R) de que a UDP se pretendia a "frente de massas" e que levaram ao afastamento de Acácio Barreiros, João Carlos Espada, José Manuel Fernandes e outros, no rescaldo do fim da Revolução e dos GDUP.
Só voltará a ter representação parlamentar no período 1991-95, fruto de um acordo com o PCP que leva Mário Tomé de novo à Assembleia da República.
Na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, o partido consegue em várias ocasiões eleger deputados, conquistando um pequeno eleitorado de agricultores e trabalhadores do sector do artesanato, tendo tido em Paulo Martins o seu principal dirigente regional.
O XVII Congresso da UDP, realizado a 2 e 3 de Abril de 2005, aprovou a passagem do partido a associação política, tendo sido eleito Pedro Soares presidente da direcção da associação.
MES:O Movimento de Esquerda Socialista (MES) surgiu imediatamente a seguir à Revolução do 25 de Abril de 1974.
Movimento de Esquerda Socialista
A criação do MES resultou da articulação política de sindicalistas, militantes do catolicismo progressista, intelectuais de diversos sectores e de quadros dos associativismo académico, alguns dos quais vinham assumindo posições conjuntas em documentos e acções de agitação política no período anterior à Revolução.
Muitos dos primeiros militantes do MES tinham-se envolvido nas lutas oposicionistas contra a ditadura, com destaque para o movimento que, em 1969, concorreu às "eleições" para a Assembleia Nacional, sob a sigla da "Comissão Democrática Eleitoral" (CDE).
A formação do MES foi anunciada pela "Declaração do Movimento de Esquerda Socialista - M.E.S”, subscrita por Agostinho Roseta, Augusto Mateus, Jerónimo Franco, Jorge Sampaio, Marcolino Abrantes, Paulo Bárcia, Rogério de Jesus, António Machado, Luís Filipe Fazendeiro, Luís Manuel Espadaneiro, Carlos Pratas, José Galamba de Oliveira, Joaquim Mestre, José Manuel Galvão Teles, Eduardo Ferro Rodrigues, Nuno Teotónio Pereira e César de Oliveira.
Por ocasião do seu Congresso fundador, ainda em 1974, um grupo de personalidades dissociou-se do MES, denunciando o que entendeu ser a prevalência de uma linha radical dentro pela organização. A mais destacada figura desse grupo era Jorge Sampaio, que mais tarde viria a formar, com algumas das personalidades que o acompanharam, o grupo "Intervenção Socialista", vulgarmente conhecido como GIS.
O MES teve uma significativa presença entre os oficiais milicianos que prestavam serviço militar no período da Revolução de 25 de Abril de 1974, tendo alguns dos seus militantes assumido posições de influência no seio do Movimento das Forças Armadas (MFA).
O MES concorreu às eleições para a Assembleia Constituinte, em 1975, e para a primeira Assembleia da República, em 1976. Em 1975, obteve 57 695 votos (1% de votos) e, no ano seguinte, 31 332 votos (0,57%).
O MES, durante o seu funcionamento, teve diversos núcleos, entre eles, o Núcleo de Évora, que teve uma grande representação na altura do pré-25 de Abril, sendo constituído, principalmente, por estudantes universitários.
O MES dissolveu-se em Novembro de 1981, em Lisboa, num jantar que ocorreu em Belém, e foi o seu registo cancelado em 1997 com fundamento no facto de o partido ter deixado de exercer actividade desde os primeiros meses do ano de 1981.
Muitas das figuras que estiveram na origem e na história do MES viriam a ingressar, posteriormente, no Partido Socialista, no âmbito do qual algumas vieram a assumir elevadas funções, como foi o caso de Jorge Sampaio, Eduardo Ferro Rodrigues, Augusto Mateus e Alberto Martins.
PDC:O Partido da Democracia Cristã (PDC) foi um partido político português da direita política de princípios cristãos, criado em 10 de maio de 1974, sendo seu fundador o major José Sanches Osório.
O Partido da Democracia Cristã

O PDC esteve suspenso de actividade política durante o PREC, tendo a sua ilegalização sido solicitada no Parlamento pelo menos até 1976.
 A partir da entrada em vigor da Constituição da República Portuguesa de 1976, a existência do PDC era uma clara violação desta, que no n.º 3 do Art.º 51.º estipula que «Os partidos políticos não podem, sem prejuízo da filosofia ou ideologia inspiradora do seu programa, usar denominação que contenha expressões directamente relacionadas com quaisquer religiões ou igrejas, bem como emblemas confundíveis com símbolos nacionais ou religiosos.»
Apesar disto, o PDC existiu por mais de 30 anos, tendo sido extinto apenas em 20 de agosto de 2004, não pela inconstitucionalidade do seu nome, mas por não apresentar as suas contas em três anos consecutivos.




PUP: O Partido de Unidade Popular (PUP) foi um partido político português, fundado em Dezembro de 1974.


Era uma organização política de tendência maoista, que provinham da chamada Facção Mendes do PCP (m-l).
Depois das eleições legislativas portuguesas de 1975 retoma a designação inicial de CM-LP.
Em 1976, com o ORPC (M-L) e com a OCMLP fundem-se no Partido Comunista Português (Reconstruído) e o partido extinguiu-se.
Nas únicas eleições que participou, as eleições para a Assembleia Constituinte (25 de Abril de 1975) obteve 12.996 votos, o que correspondeu a 0,2%.



PRT: O Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT) foi um partido português fundado em
1975.
31 de janeiro de 1975 - fundação do partido
Partido Revolucionário dos Trabalhadores 
25 de março de 1975 - inscrição do Supremo Tribunal de Justiça
2 de abril de 1979 - oficialização da fusão do PRT e da LCI no PSR
Partido de orientação trotskista (próximo do argentino Nahuel Moreno e do SWP norte-americano) que defendia os princípios do marxismo revolucionário.
Os seus objectivos eram organizar e controlar a classe operária para a conduzir à tomada do poder e à revolução socialista.
Pretendia a abolição do capitalismo e a progressiva eliminação de classes.
Publicava o jornal "Combate Socialista"
Durante a sua curta existência, concorreu a duas eleições, com fracos resultados eleitorais. Nas legislativas de 1976 concorreu em quatro círculos eleitorais (Coimbra, Lisboa, Porto e Setúbal) obtendo um total de 5 171 votos (0,09%).
Nesse mesmo ano, concorreu para a Câmara Municipal de Lisboa obtendo 278 votos (0,01%). Em 1978 foi decidida a sua fusão com a Liga Comunista Internacionalista (LCI) formando o Partido Socialista Revolucionário (PSR), oficializado em 1979.
Pouco depois (aquando da cisão internacional entre a Fracção Bolchevique de Moreno e o Secretariado Unificado da Quarta Internacional), grande parte dos elementos oriundos do PRT abandonaram o PSR, vindo mais tarde a criar a Liga Socialista dos Trabalhadores.
Durante a sua curta existência, concorreu a duas eleições, com fracos resultados eleitorais.
Nas legislativas de 1976 concorreu em quatro círculos eleitorais (Coimbra, Lisboa, Porto e Setúbal) obtendo um total de 5 171 votos (0,09%).
Nesse mesmo ano, concorreu para a Câmara Municipal de Lisboa obtendo 278 votos (0,01%).
Em 1978 foi decidida a sua fusão com a Liga Comunista Internacionalista (LCI) formando o Partido Socialista Revolucionário (PSR), oficializado em 1979.
FSP:Frente Socialista Popular (FSP)
 Herdeira do Movimento Socialista Popular de Manuel Serra, integrada como grupo autónomo do PS, até Dezembro de 1974.
O FSP foi fundo por um grupo de militantes de base do P.S, que se sentiam desiludidos com o rumo politico que país estava a tomar, pelo que o partido foi criado logo após o 25 de Abril de 1974, por Manuel Serra e outros “camaradas” militantes da base do PS. Foi um pólo do PS até 2001, tornando-se nesse mesmo ano um partido independente.
O FSP utilizou o punho do PS, feito pelo Manuel Tito Matoso, ao qual adicionou a chave de fendas e o trigo… Assim sendo, temos uma simbologia bastante interessante, com o punho fechado, que simboliza a luta pelas melhores condições de vida e a resistência contra o fascismo; mais a espiga de trigo que, entre os antigos, sempre foi considerada um símbolo de fartura e abundância, pelo que ainda era a principal fonte de alimento nas regiões agrícolas.
Estes dois, mais a presença da chave de fendas, conseguem representar o homem português que trabalha em prol do país, bem como a luta pelos seus direitos, ideias que são reforçadas pelo conjunto de pessoas que surgem na base do cartaz.
Este é, de facto, um cartaz muito comunicativo, com cores que, reunidas, conseguem passar uma mensagem clara e precisa, facilmente entendida por todos. A tipografia é também outro fator importante, uma vez que é coerente com a ideia de força e de luta transmitida pela imagem acima, mas discreta o suficiente para não desviar a atenção desta mesma.
 a força organizada dos trabalhadores
PCP (ml)O Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista) ou PCP (m-l) foi um pequeno criado em 1970, a partir do Comité Marxista-Leninista Português, que havia sido fundado em 1964 por Francisco Martins Rodrigues.
Partido Comunista de Portugal
 (marxista-leninista)
grupo político de extrema-esquerda
Em Maio de 1974, Heduíno Gomes, também conhecido por Vilar, protagonizou uma cisão importante e criou uma nova organização política, com o mesmo nome, que em Novembro desse ano deu origem à Aliança Operário-Camponesa, de curta duração.
A principal difereça entre o PC de Heduíno Gomes e o original de Martins Rodrigues tinha a ver com o estatuto do inimigo principal de cada um deles: enquanto este manteve sempre que os principais inimigos do povo eram «os monopólios e o imperialismo norte-americano», já o partido de Vilar elegeu o PCP, o «o social-fascismo de Cunhal» e «o social-imperialismo russo» como alvos primordiais.
Heduíno Gomes é hoje um destacado militante do PSD.
O Partido Comunista (Reconstruído) - PC(R), foi um partido político português de extrema-esquerda, criado em 1975.
 Definia-se como um partido político revolucionário do proletariado seguindo a doutrina marxista-leninista.
 Publicava o jornal "Bandeira Vermelha", órgão central do PC(R) e também a revista "Comunismo", a sua revista teórica e política.
 Estava tradicionalmente ligado à União Democrática Popular.
Partido Comunista
 (Reconstruído)
O Partido Comunista Português (Reconstruído) - PCP(R) nasce em finais de 1975, inícios de 1976, da união do Comité Marxista-Leninista Português (CMLP), da Organização para a Reconstrução do Partido Comunista (marxista-leninista) - ORPC(ML) e de uma parte, a maioria, com fortes bases no Porto, da Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa (OCMLP)
 Inscreve-se oficialmente como partido no STJ em 1981, com a denominação de "Partido Comunista (Reconstruído)", vindo a concorrer a eleições em 1985 e 1987.
Em 1992 transforma-se na associação "Comunistas pela Democracia e Progresso", vindo a integrar-se na UDP. Cronologia
 27 de dezembro de 1975 - Congresso de reconstituição do PCP(R)
3 de fevereiro de 1981 - inscrição oficial do PC(R) no STJ3
5 de junho de 1992 - início do Congresso de extinção do PC(R)
7 de agosto de 2002 - anotada a dissolução do partido no TC4 Não obstante não se encontrar formalmente extinto o partido não desenvolve qualquer actividade política.
OCMLP:Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa (OCMLP), foi uma organização e posteriormente um partido político português, já dissolvido. Foi criada em 1973 da fusão de herdeiros do Comité Marxista-Leninista Português (CMLP), núcleos
Organização Comunista 
Marxista-Leninista Portuguesa 
 O Comunista e o grupo do Porto que publicava o jornal O Grito do Povo
A Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa
 Em 1976, altera a sua designação e sigla para Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa, (OCMLP), e ainda nesse ano, une-se ao CMLP e à ORPC(ML) e fundam o PC(R).
Pouco antes da fusão, a OCMLP tinha passado por um processo de cisão.
A maioria, com forte base no Porto, passou com os planos de fusão para o PC(R).
Uma minoria, que manteve uma forte ênfase na questão da luta contra o fascismo social, recusou a fusão e continuou uma existência separada, continuando a sua ação e a concorrer a eleições até 1983. Em 1988, o Tribunal Constitucional anota a dissolução da OCMLP, conforme havia sido deliberado no seu V Congresso Naciona
A Organização Comunista Marxista Leninista Portuguesa (OCMLP) foi criada em 1972, pela junção dos herdeiros do CMLP, reunindo os membros do jornal O Grito do Povo com os apoiantes de O Comunista.
Dará origem, depois de 1974, à FEC, Frente Eleitoral dos Comunistas.
Em Maio de 1976, integra-se no PCP (R), Partido Comunista Português (Reconstruído), onde então pontificava Francisco Martins Rodrigues.
Foi dissolvido oficialmente em 1988.
A União da Esquerda para a Democracia Socialista (UEDS)  foi um partido de esquerda português fundado em Janeiro de 1978 na Convenção da Esquerda Socialista e Democrática.
União da Esquerda
 para a Democracia Socialista
O partido tem as suas origens na Associação de Cultura Socialista - Fraternidade Operária, uma organização socialista, pelo MSU e em grupos de pessoas independentes ligadas ao Partido Socialista.
O partido participou nas eleições legislativas de 1980 en coligação com o Partido Socialista (PS) e a Acção Social Democrata Independente (ASDI), sob a denominação de Frente Republicana e Socialista (FRS). Nas eleições seguintes, os membros do partido integraram as listas do Partido Socialista.
Nas eleições presidenciais de 1986 os membros do partido separaram-se, uma parte apoiando Mário Soares e a outra Maria de Lurdes Pintasilgo.
O partido foi desactivado em 1986 embora o seu cancelamento só tenha ocorrido em 1997. Alguns dos seus membros mais destacados inscreveram-se no Partido Socialista.

ASDI:A Acção Social Democrata Independente (ASDI) foi um partido de esquerda português
fundado em 1979, tendo-se incrito oficialmente no Supremo Tribunal de Justiça em 27 de Junho de 1980.
Formou-se após o abandono de alguns deputados do PPD/PSD, entre os quais António de Sousa Franco, Joaquim Magalhães Mota e Sérvulo Correia entre outros.
Advoga uma democracia política, económica, social e cultural que promova a liberdade e a igualdade, tendo como referência os princípios do socialismo personalista e democrático.
Dos seus membros faziam ainda parte, Olívio França, Artur da Cunha Leal, Guilherme de Oliveira Martins, Jorge Miranda e Manuel Tilman.
O partido participou nas eleições legislativas de 1980 em coligação com o Partido Socialista (PS) e a União de Esquerda Socialista Democrática (UEDS), sob a denominação de Frente Republicana e Socialista (FRS).
Não obstante não se encontrar formalmente extinto o partido não desenvolve qualquer actividade política.


LST - Liga Socialista dos Trabalhadores 
Incrito oficialmente no STJ em 1983, com a denominação de Liga Socialista dos Trabalhadores (LST), alterou a sua denominação e sigla para "Frente da Esquerda Revolucionária" (FER) em 1989. Em 2000, fundiu-se com o movimento estudantil "Ruptura", dando origem à Ruptura/FER. Desde 2003 que a totalidade do quadro militante da FER integrava o Bloco de Esquerda, o que levou a que, no seu II Congresso, em 2005, tenha sido deliberada a sua dissolução, oficializada nesse mesmo ano pelo TC. Inscrito em 1983; em 1989, alterou a sua donominação para FER.)
Frente de Esquerda Revolucionária
A Frente de Esquerda Revolucionária (FER), foi um antigo partido politico português de índole comunista e é o resultado da fusão entre uma das múltiplas dissensões trotskystas a operar em Portugal, e um pequeno grupo radical de jovens activistas do movimento estudantil. Gil Garcia, licenciado em filosofia, destacou-se durante muitos anos na liderança do partido.
Em 2000, fundiu-se para dar origem a Ruptura/FER.
Incrito oficialmente no STJ em 1983, com a denominação de Liga Socialista dos Trabalhadores (LST), alterou a sua denominação e sigla para "Frente da Esquerda Revolucionária" (FER) em 1989.

O Movimento Democrático Português - Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE) foi uma das mais importantes organizações políticas da Oposição Democrática ao regime do Estado Novo em Portugal, antes do 25 de Abril.
Movimento Democrático Português 
- Comissão Democrática Eleitoral
Foi fundado em 1969, actuando através de comissões democráticas eleitorais, para concorrer às eleições legislativas.
 Em 1973 participou no Congresso Democrático de Aveiro.
 Depois do 25 de Abril constitui-se como partido político, fazendo parte de todos os Governos Provisórios, com excepção do VI.
Concorreu à eleição para a Assembleia Constituinte de 1975 sozinho e, a partir de 1976, em coligação com o PCP, formando a APU.
Em 1987, em dissidência com o PCP, já não participou na coligação eleitoral CDU, apresentando-se às eleições com listas próprias.
Nessa mesma data, alguns militantes dissidentes formaram a Associação de Intervenção Democrática (ID), que até hoje continua a integrar, como independente, as listas do PCP - Partido Comunista Português.
 Em 1994 fundiu-se com o grupo editor da revista "Manifesto", dando lugar lugar ao movimento Política XXI, que veio a ser uma das correntes fundadoras do Bloco de Esquerda.
Figuras e principais dirigentes
 José Manuel Tengarrinha
Pereira de Moura
Luís Catarino
António Redol
Vítor Dias
Manuel Pereira, (Guarda, 1917 — Lisboa, 2002) foi um destacado poeta, compositor e sindicalista português, responsável pela implementação e dinamização do partido em Lisboa, principalmente, na Amadora
 Helena Cidade Moura.
António Vitorino de Almeida encabeçou a lista do MDP/CDE às eleições europeias de 1989
O Movimento Democrático Português - Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE) foi uma das mais importantes organizações políticas da Oposição Democrática ao regime do Estado Novo em Portugal, antes do 25 de Abril.
Foi fundado em 1969, atuando através de comissões democráticas eleitorais, para concorrer às eleições legislativas.
Em 1973 participou no Congresso Democrático de Aveiro.
Depois do 25 de Abril constitui-se como partido político, fazendo parte de todos os Governos Provisórios, com excepção do VI.
Concorreu à eleição para a Assembleia Constituinte de 1975 sozinho, e a partir de 1976 em aliança com o PCP, integrando a APU.
Em 1987, em dissidência com o PCP, já não participou na coligação eleitoral CDU, acabou por dar lugar ao movimento Política XXI que veio a integrar o Bloco de Esquerda.
 POUS:O Partido Operário de Unidade Socialista (POUS), é um partido unipessoal trotskista português.
Partido Operário
 de Unidade Socialista

O POUS foi fundado por Aires Rodrigues e Carmelinda Pereira em 1976.
 Estas duas figuras criaram o partido para contestarem o rumo que o Partido Socialista seguia.
 Segundo eles, as linhas de orientação deste partido estavam mais próximas dos partidos de direita do que dos partidos de esquerda.
Surge em 1974, da alteração da denominacão do POUS.
Concorreu às legislativas de 1995.
Em 1999 retomou a denominação original
Em 1994 o POUS passou a chamar-se Movimento para a Unidade dos Trabalhadores (MUT) em virtude da alteração da denominação, sigla e símbolo do partido, tendosido em 1999 retomada a denominação, sigla e símbolos originários.
Em 2001,Aniceto Barbosa assume a liderança deste partido.
Em 2009, Carmelinda Pereira é a única militante do partido, embora se admita que o partido tem diversos apoiantes não públicos em diversas franjas da sociedade portuguesa.
O POUS pertence ao Secretariado Internacional da Quarta Internacional (1993) (trotskista lambertista), uma das quartas internacionais existentes.
O POUS defende a ruptura com a União Europeia e a proibição dos despedimentos.
O POUS tem atraído poucos votos nas eleições a que concorreu.
Nas eleições europeias parlamentares de 2009, o POUS foi o partido menos votado com 5 177 votos e 0,15%, menos de metade dos votos dos partido classificado imediatamente acima; embora tenha crescido relativamente aos votos (4 275 votos) que atingiu nas eleições europeias parlamentares de 2004 caiu 0,02% na percentagem de votos expressos.
PPM:O Partido Popular Monárquico (PPM) é um partido político português.
Partido Popular 
Monárquico 
Em 23 de Maio de 1974, por iniciativa da Convergência Monárquica, foi fundado o PPM, no qual Francisco Rolão Preto assumiu a Presidência do Directório e do Congresso.
Desde essa data que a liderança do partido foi entregue a Gonçalo Ribeiro Teles, que em 1994 o abandona para fundar outra organização:
Partido da Terra.
Atualmente o PPM é representado por dois deputados na Assembleia da República (Miguel Pignatelli Queirós e Gonçalo da Câmara Pereira), que concorreram nas listas do PSD nas eleições legislativas de 2005, facto que não acontecia desde a dissolução da AD.

PCTP/MRPP:O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), é um fundado em 26 de Dezembro de 1976 a partir do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado
partido político de Portugal, de inspiração maoista,
Movimento Reorganizativo 
do Partido do Proletariado (MRPP)
Fundado em 18 de Setembro de 1970, o MRPP – Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado defendia que o Partido Comunista Português adoptara uma ideologia "revisionista", tendo deixado de ser o "partido do proletariado".
Para a prossecução da revolução era necessário reorganizá-lo – daí o nome escolhido.
 Teve como Secretário-Geral Arnaldo Matos.
O seu órgão central foi sempre o "Luta Popular", cuja primeira edição foi lançada em 1971 (ainda no tempo da ditadura).
O MRPP foi um partido muito activo antes do 25 de Abril de 1974, especialmente entre estudantes e jovens operários de Lisboa e sofreu a repressão das forças policiais, reivindicando como mártir José Ribeiro dos Santos,4 um estudante assassinado pela polícia política durante uma reunião de estudantes da academia de Lisboa no então Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF) em 12 de Outubro de 1972.
O MRPP – e depois o PCTP/MRPP – ganhou fama com as suas grandes e vistosas pinturas murais. Continuou uma grande actividade durante os anos de 1974 e 1975.
Nessa altura tinha nas suas fileiras membros que mais tarde vieram a ter grande relevo na política nacional, como José Manuel Durão Barroso e Fernando Rosas, entretanto expulsos, Maria José Morgado e Nuno Crato.
Partido Comunista dos
 Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)
 Logo a seguir ao 25 de Abril, o MRPP foi acusado pelo Partido Comunista Português (que desde sempre foi "eleito" como o seu maior inimigo, apelidado de "social-fascista" – uma prática fascista disfarçada por um discurso social), de ser subsidiado pela CIA, acusação destinada a "desmascarar" um partido que se mostrava incomodativo.
Essa acusação terá tido como motivo uma crença baseada, em parte, na cooperação entre o MRPP e o Partido Socialista, durante o chamado "Verão quente", por serem ambos os partidos contra a via comunista ("revisionista" segundo o MRPP) defendida pelo PCP para Portugal.
 A partir de 26 de Dezembro de 1976, o MRPP, após Congresso, passou a designar-se Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, com a sigla PCTP/MRPP.
O seu líder histórico é Arnaldo Matos. O primeiro director do "Luta Popular", na fase legal, foi Saldanha Sanches, a quem sucedeu Fernando Rosas. O jornal chegou a ser diário, durante um curto período.
 O Secretário Geral do Partido é Luís Franco, mas o membro mais conhecido é Garcia Pereira.
CDS:PP: O CDS : Centro Democrático Social-- Partido Popular (CDS-PP) é um partido político
português inspirado pela democracia cristã e é aberto também a conservadores e liberais clássicos.
Fundado em 19 de Julho 1974 por Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa, Basílio Horta, Vítor Sá Machado, Valentim Xavier Pintado, João Morais Leitão e João Porto.
O CDS integrou governos, sempre em coligação: com o PS de Mário Soares; com o PSD e o PPM, constituindo a Aliança Democrática; e novamente com o PSD após as eleições legislativas de 2002.
O Partido é membro da União Internacional Democrata e do Partido Popular Europeu.
Centro Democrático Social
-- Partido Popular 
O CDS-PP tem algumas organizações autónomas que perfilham os seus ideais políticos.
Entre elas, a Juventude Popular e a Federação dos Trabalhadores Democratas-Cristãos (FTDC).
Nas eleições legislativas portuguesas de 2005, foram eleitos pelas suas listas 12 deputados.
 O resultado foi considerado fraco pelo líder do partido, Paulo
Portas, que apresentou a sua demissão nesse dia mas que, atualmente, é de novo o presidente.
Está atualmente na oposição ao Governo Socialista de José Sócrates.
Nas eleições legislativas portuguesas de 2009, foram eleitos pelas suas listas 21 deputados.
Este resultado foi considerado uma grande vitória pelo CDS-PP, que tornou-se assim na terceira força política na Assembleia da República (AR).


BE:Bloco de Esquerda - Fundado em 1998 depois da fusão entre o Partido
Socialista Revolucionário (PSR) (trotskista), União Democrática Popular (UDP) (marxista-leninista-estalinista), o Política XXI (PXXI) (marxista-leninista) e a Frente de Esquerda Revolucionária (Ruptura/FER) (trotskista), o Bloco de Esquerda assumiu-se como um movimento de ruptura dentro do panorama político português.
Abordando questões fracturantes, como os direitos dos homossexuais ou a despenalização das drogas leves, o partido cresceu, sobretudo nos meios urbanos.
Nos últimos anos, perdeu uma parte do verbalismo que o caracterizava e aproximou-se mais do perfil dos partidos tradicionais.
Apesar de não se assumir como líder, Francisco Louçã é a figura mais destacada do partido.
O Bloco de Esquerda conta atualmente com dezasseis deputados na Assembleia da República.




LUAR: Liga de Unidade e Acção Revolucionária é um movimento político fundado em Paris, em 19 de junho de 1967, sob a liderança de Palma Inácio, depois do assalto ao banco de Portugal na Figueira da Foz.
Entre os principais aderentes, estão Camilo Mortágua, Emídio Guerreiro, futuro líder interino (na ausência por saúde de Francisco Sá Carneiro em 1975) e político do Partido Popular Democrático (hoje Partido Social Democrata) e Fernando Pereira Marques, futuro deputado do Partido Socialista.
Uma brigada oposicionista, em 17 de maio de 1967, liderada por Palma Inácio, assalta a agência do Banco de Portugal na Figueira da Foz, desviando vinte e nove mil contos.
Tomam um pequeno avião no campo de aviação de Cernache e conseguem escapar.
A LUAR (Liga de Unidade e Ação Revolucionária) é fundada em Paris, em 19 de junho, sob a liderança do chefe operacional de tal assalto.


AD:Aliança Democrática

Aliança Democrática (AD) foi uma coligação de centro-direita, formada em Portugal 1979 pelo Partido Social-Democrata (PPD/PSD), pelo Centro Democrático Social (CDS) e pelo Partido Popular Monárquico (PPM) e reformadores.
 Teve como grande impulsionador o líder histórico do PSD, Francisco Sá Carneiro bem como os líderes do CDS, Diogo Freitas do Amaral e do PPM, Gonçalo Ribeiro Teles. A AD concorreu às eleições legislativas intercalares de 1979 e às eleições legislativas gerais de 1980, obtendo os seguintes resultados: 1979: 45,26% (128 deputados em 250) 1980: 47,59% (134 deputados em 250)
Com base nestes resultados, a AD foi convidada a formar Governo, tendo o mesmo tomado posse a 3 de janeiro de 1980, liderado por Francisco Sá Carneiro.
No entanto, este primeiro Governo viria a cair, devido à morte do Primeiro-Ministro num acidente de aviação ainda hoje por explicar, na noite de 4 de dezembro de 1980.
 Posteriormente, a AD foi convidada a formar mais dois governos, que seriam liderados, até 1983, por Francisco Pinto Balsemão, que substituiu Sá Carneiro à frente do PSD. Em 1982 a coligação atravessava já uma grave crise e acabou por se desfazer, tendo os partidos que a constituíam concorrido separados às eleições legislativas de 25 de abril de 1983, ganhas pelo Partido Socialista. Já mais recentemente, em finais da década de 1990, foi feita uma tentativa de recriar a AD, apenas com o PSD e o CDS; no entanto o projecto viria a fracassar devido a desentendimentos entre os líderes dos dois partidos, Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Portas.
 Na sequência das eleições para a Assembleia da República de 2002, o partido mais votado, o PSD, liderado por Durão Barroso, aliou-se ao Partido Popular de Paulo Portas por forma a assegurar uma maioria parlamentar e formar novo Governo.
  OS VERDES:Partido Ecologista Os Verdes
Foi criado em 1982, com a denominação de Movimento Ecológico Português - Partido Os Verdes por um grupo de cidadãos interessados em promover uma intervenção ecologista mais activa na sociedade portuguesa.
Concorreu a eleições integrado em diversas coligações: APU, Mais Lisboa, CDU. Em 1986 apoiou Salgado Zenha nas eleições presidenciais.
Entre os seus fundadores encontram-se Luís Alface e Maria Santos, a primeira deputada eleita por este partido. Tem representação na Assembleia da República através de um grupo parlamentar constituído por dois deputados.


PRD:Partido Renovador Democrático
"Em 1985, sob o patrocínio tácito do General Ramalho Eanes, então presidente da República, nasceu o PRD, liderado por Hermínio Martinho, propondo-se a "moralizar a vida política nacional".
Partido Renovador Democrático
Aproveitando os efeitos demolidores da política de austeridade posta em prática pelo governo PS-PSD (1983-1985), o PRD veio a ser o grande beneficiário da dissolução parlamentar de 1985, decidida pelo próprio general Eanes no termo do seu segundo mandato.
Conseguiu o novo partido obter uma votação muito próxima dos socialistas.
Em termos parlamentares, tornou-se, assim, o terceiro partido e uma força política de charneira - decisiva para a manutenção no poder do governo minoritário de Cavaco Silva.
Nas eleições locais de 1985, o PRD revelaria, porém, fragilidades e incipiência organizativas e nas presidenciais, ao apoiar a candidatura de Salgado Zenha, viu esta afastada da segunda volta.
Em 1987 é o PRD que desfere o golpe mortal no governo minoritário do PSD, ao fazer aprovar uma moção de censura no Parlamento.
A atitude revela-se, todavia, suicida, pois a dissolução parlamentar que se segue levará ao quase desaparecimento do partido da Assembleia, já que não elege mais que sete deputados, em lugar dos quarenta e cinco de que dispunha na assembleia dissolvida.
Entretanto, o próprio Ramalho Eanes assumira a liderança do partido - cargo que viria a abandonar pouco tempo depois, em virtude do desastre eleitoral, cedendo de novo o lugar a Hermínio Martinho. Nas eleições para o Parlamento Europeu de 1989 os renovadores ainda fariam um acordo com o PS, conseguindo eleger um deputado na lista socialista com o estatuto de independente (Pedro Canavarro).
No entanto nas eleições de 1991 o PRD, já dirigido por Canavarro, perdeu a representação parlamentar.
FRENTE ELEITORAL DE COMUNISTAS (MARXISTAS-LENINISTAS) FEC ML - FEC (ml): 
FRENTE ELEITORAL
 DE COMUNISTAS
 (MARXISTAS-LENINISTAS)

Organização política de carácter frentista e tendência maoista, foi criada pela OCMLP e pelo grupo de "
O Grito do Povo", com vista às eleições para a Assembleia Constituinte.
Apareceu pela primeira vez publicamente em Dezembro de 1974 e o seu primeiro Congresso teve lugar em Janeiro de 1975.
A sua linha política defendia o combate ao imperialismo norte-americano e ao social imperialismo Soviético.





FEPU:Frente Eleitoral Povo Unido:
Coligação entre o PCP, o MDP e a FSP, formada em Setembro
de 1976, tendo em vista concorrer, em lista conjunta, às eleições autárquicas desse ano.
A Frente Eleitoral Povo Unido (FEPU) foi uma antiga coligação portuguesa formada pelo Partido Comunista Português (PCP), Movimento Democrático Português - Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE) e pela Frente Socialista Popular (FSP), para concorrer às eleições autárquicas de 1976, que se manteve até 1978. Em 1978 foi foi fundada a APU - Aliança Povo Unido, já sem a Frente Socialista Popular, de Manuel Serra.
Cronologia
30 de setembro de 1976 - fundação da coligação FEPU
12 de dezembro de 1976 - eleiçoes autárquicas de 1976
14 de abril de 1978 - criação da coligação APU
APU: Aliança Povo Unido: Coligação de esquerda formada pelo PCP e pelo MDP/CDE.
APU: 
Aliança Povo Unido
Concorreu às eleições intercalares de 1979 e às eleições legislativas de 1980, 1983 e 1985.
Estes dois partidos políticos haviam já constituído a coligação FEPU nessa altura com a participação da FSP que acabou por não integrar a APU.
A Aliança Povo Unido (APU) foi uma antiga coligação (activa entre 1978 e 1987) formada pelo Partido Comunista Português (PCP), Movimento Democrático Português - Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE) e, após 1983, também pelo Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV). A APU (criada após a dissolução da Frente Eleitoral Povo Unido, que além do PCP e do MDP/CDE integrava também a Frente Socialista Popular) concorreu às eleições legislativas intercalares de 1979 e às eleições legislativas gerais de 1980, 1983 e 1985.
FRS: Frente Republicana e Socialista: Coligação formada pelo PS, UEDS e ASDI, surge em 10 de
Junho de 1980, durante o I Governo da AD.
Obtém 26,65% dos votos nas eleições para a Assembleia da República realizadas em 5 de Outubro de 1980.
A Frente Republicana e Socialista (FRS) foi uma coligação de partidos políticos portugueses formada pelo Partido Socialista (PS), União de Esquerda Socialista Democrática (UEDS) e Acção Social Democrata Independente (ASDI), registada em 1 de Agosto de 1980.
 A coligação foi formada tendo em vista as eleições de 1980 para a Assembleia da República, tendo obtido 26,65% dos votos.
Foi uma reacção à esquerda à união de partidos de centro e de direita representada pela Aliança Democrática (AD), que fora formada no ano anterior e vencera as eleições de 1979 (e, mesmo contra um centro-esquerda unido na FRS, voltaria a ganhar nas eleições de 1980).


O Partido da Terra (MPT) ,
 anteriormente designado por MPT - Partido da Terra e originalmente chamado de Movimento o Partido da Terra , foi fundado em 12 de agosto de 1993 por Gonçalo Ribeiro Telles.
Assume-se hoje como um partido político português, ambientalista, humanista e liberal, situando-se no centro do espectro político


O Partido Humanista (P.H.) é um partido português que até hoje ainda não teve assento
parlamentar.
Em 2009, concorreu às eleições legislativas coligado com o MPT, formando a FEH - Frente Ecologia e Humanismo.
Em 2011, posicionou-se em último lugar , entre os 17 partidos concorrentes, tendo obtido recebido 3.590 votos a nível nacional, correspondendo a 0,06% dos votos, havendo a atenuante de ter participado apenas em seis círculos eleitorais, mais os dos emigrantes.
O Partido Humanista pertence à Internacional Humanista.


O Partido Democrático do Atlântico (PDA)
É um partido político português que, no passado, foi
considerado de extrema-direita e com origem no MAPA, fundado em 1979, por Francisco da Costa Matos.
O PDA defende a atribuição de um estatuto ultramarino, seguindo o exemplo das Bermudas. para as regiões autónomas portuguesas (Açores e Madeira).
Foi inscrito como partido em 1979 com a sigla (UDA/PDA) que alterou para (PDA) em 1983







O Partido Trabalhista Português (PTP), é um partido político português de Centro-esquerda1 . Foi
aprovado pelo Tribunal Constitucional de Portugal em 1 de julho de 20092 após o requerimento submetido a 16 de junho de 2009. Existiram anteriormente pelos menos três partidos com denominações semelhantes: o Partido Trabalhista (1947), organização clandestina que tinha como secretário-geral o advogado Castanheira Lobo3 ; o Partido Trabalhista Democrático Português (PTDP), anunciado em 3 de maio de 1974, o qual não se chegou a legalizar4 ; e o Partido Trabalhista, fundado em 19795 6 , todos entretanto extintos. Segundo o site do Tribunal Constitucional, no dia 1 de Julho de 2009 o Partido Trabalhista Português foi reconhecido como partido político em Portugal. 7 . Segundo o tribunal, depois de analisados os estatutos, manifesto e declaração de princípios "não resulta que o partido tenha índole ou âmbito regional" e não se indicia que os seus estatutos não respeitem a proibição de "partidos políticos armados, de tipo militar, militarizados ou paramilitares, partidos racistas ou que perfilhem ideologia fascista" .
O Movimento Esperança Portugal (MEP) foi o 16.º partido político português, reconhecido pelo
Tribunal Constitucional 2 a 23 de Julho de 2008.
O MEP posiciona-se ideologicamente como um partido do Centro entre o PS e o PSD. Rui Marques, antigo alto-comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural, activista e empresário português, foi o primeiro dinamizador do grupo de cidadãos que veio a fundar o Movimento Esperança Portugal (MEP).
Rui Marques considera o MEP é um projecto "de gente comum", constituído por 60 cidadãs e cidadãos, que decidiu dar um passo em frente e que, com esse gesto, "quer transmitir esperança, no sentido de que a política é uma responsabilidade de todos nós e não só de alguns".
 Manuel Meirinho considera que o MEP "está a nascer de forma muito uninominal", denunciando já "uma falta de estruturação que dificultará a afirmação política".
Pessoas-Animais-Natureza (PAN) é um partido político de Portugal, de inspiração ambientalista e
fortemente voltado para a defesa dos direitos dos animais.
 Fundado em 22 de Maio de 2009 sob o nome Partido pelos Animais (PPA), foi inscrito oficialmente em 13 de Janeiro de 2011 no Tribunal Constitucional, pelo Acórdão nº 27/2011, sob a designação de Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN).
Nas primeiras eleições internas do PAN, que tiveram lugar no dia 10 de Abril de 2011, o filósofo e escritor Paulo Borges foi eleito presidente da Direcção Nacional do partido.
Nas primeiras eleições legislativas em que participou, em 2011, o partido apresentou listas em todos os círculos eleitorais, excepto Bragança e Fora da Europa.
Nessas eleições, o PAN obteve 57 995 votos sendo, a nível nacional, a sétima força política mais votada.
No entanto, este resultado não permitiu a eleição de qualquer deputado para a Assembleia da República.
 Nas eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira em 2011 obteve 2,13% dos votos elegendo o seu primeiro deputado, Rui Manuel dos Santos Almeida.
 No seu III Congresso, realizado a 12 e 13 de Abril de 2014 em Lisboa, o partido decidiu alterar o nome para Pessoas-Animais-Natureza, alteração que foi aceite pelo Tribunal Constitucional7 a 18 de setembro de 2014.
O Partido Liberal Democrata (PLD) resultou da alteração da denominação em 2011 do anterior
partido Movimento Mérito e Sociedade (MMS) que havia sido fundado em Lisboa, Setembro de 2007, por Eduardo Baptista Correia, que iniciou uma campanha de recolha de assinaturas para o converter em partido político.
 No dia 29 de Abril de 2008 foram entregues 8.400 assinaturas para dar início ao processo de constituição do partido. Foi reconhecido pelo Tribunal Constitucional no mesmo mês.
Apresentou listas em 2009 para os três actos eleitorais executados nesse ano, Eleições Europeias, Legislativas e Autárquicas, não tendo eleito nenhum deputado em nenhum dos actos e apresentando uma votação próxima dos restantes pequenos partidos
 Portugal pro Vida (PPV) é partido político português, aprovado pelo tribunal constitucional em 1
de julho de 2009,2 que defende os princípios da doutrina social da Igreja.
Composto por pessoas de todos os quadrantes políticos, embora se enquadre ao Centro, o Portugal pro Vida apresenta o seu programa de propostas políticas em torno da defesa incondicional da vida, entendendo o conceito de vida e os diversos princípios a ela inerentes tal como defende a doutrina da Igreja Católica. O seu responsável-geral actual, eleito em Janeiro de 2014 é Joana Câmara Pereira.
O PPV defende a revogação da lei do aborto, das recentes alterações à lei do divórcio verificadas em Portugal, e a manutenção da proibição da eutanásia; quer a revisão das normas sobre a educação sexual nas escolas, permitindo que os pais tenham voz activa.
De acordo com a fidelidade à doutrina da Igreja, o partido foi contra a legalização do casamento homossexual. No campo da cidadania, o partido defende o reconhecimento da objecção de consciência dos contribuintes - estes últimos devem poder especificar quais os usos a dar aos seus impostos.
A Nova Democracia (PND) é um partido político português conservador-liberal, que nasceu duma
dissidência do CDS-PP, e foi presidido por um seu antigo presidente, Manuel Monteiro.
A sua inscrição foi aceite no Tribunal Constitucional a 18 de Junho de 2003  .
O seu primeiro congresso foi realizado a 3 de Novembro de 2003 em Vila Nova de Famalicão, onde foi publicado o manifesto do partido,
Uma Ideia de Portugal


O Partido Nacional Renovador (P.N.R.), fundado em 12 de Abril de 2000,é um partido político
português nacionalista.
 Partido Nacional Renovador
O seu lema é Nação e Trabalho e um dos seus objetivos consiste na valorização de um espírito nacionalista português.
Entende que nacionalismo é colocar os interesses da Nação acima de quaisquer interesses sectários.
 É seu presidente José Pinto Coelho, desde Junho de 2005, que já foi, ele próprio, emigrante no Brasil, e é um dos sócios fundadores da Associação das Famílias Numerosas.
O Partido Renovador Democrático tinha entrado em decadência, acumulara dívidas e estava sem actividade, mas não fora legalmente extinto. Foi então que elementos da Aliança Nacional (que agregava elementos dos partidos acima referidos e do também extinto Movimento de Acção Nacional) se filiaram no PRD, pagaram as suas dívidas e, uma vez no controlo do partido, mudaram-lhe o nome para Partido Nacional Renovador (P.N.R.), com um novo programa. O Movimento de Acção Nacional (MAN) fora alvo de um pedido de extinção ao Tribunal Constitucional por, alegadamente, perfilhar a ideologia fascista. Tal pedido fora indeferido e, entretanto, o referido movimento já se auto-dissolvera
Política XXI (PXXI) foi um partido político português socialista.
Foi fundado por antigos membros do PCP e do MDP/CDE.
 Os seus membros vieram maioritariamente da Plataforma de Esquerda, grupo dissidente do PCP.
Quando a Plataforma de Esquerda assinou um acordo eleitoral autárquico com o PS, a ala esquerda do movimento, composta por Miguel Portas, Paulo Varela Gomes, Daniel Oliveira, Ivan Nunes, abandonou a direcção. Na Plataforma de Esquerda ficaram dirigentes como Pina Moura, Barros Moura, José Luís Judas e Mário Lino.
Os dissidentes juntar-se-iam ao MDP/CDE para formar a Política XXI. A Política XXI concorreu às Eleições Europeias de 1994, sendo o cabeça de lista Ivan Nunes, então com 21 anos.
Os Grupos Dinamizadores de Unidade Popular (GDUP's) foram um partido português, já
Grupos Dinamizadores 
de Unidade Popular
dissolvido, fundado em 1976.
 Partido de carácter frentista, visava a criação de uma frente popular aberta a todos os antifascistas revolucionários, na luta pelo socialismo.
Publicou o Boletim "A Luta Continua"
Havendo já referências da sua existência desde 1974 (GDUP), este movimento ganhou força em 1976, quando formou uma frente que juntou UDP, MES, FSP e PRP, em apoio à candidatura presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho, onde este obteve um resultado histórico, com 792 760 votos (16,2%).
Ainda nesse ano os GDUP's inscreveram-se oficialmente como partido, concorrendo logo depois às eleições autárquicas de 12 de dezembro de 1976, obtendo um resultado muito abaixo das expectativas (2,49%).
Em 1977 o partido cessou a sua actividade, tendo sido anotada oficialmente a sua dissolução em 1997.
Força de Unidade Popular (FUP), foi um partido político português, fundado em 1980 e extinto em
2004.
Força de Unidade Popular 
 Fundado pelo major Otelo Saraiva de Carvalho na área do "socialismo participado", defendia nos seus estatutos, "promover a unidade popular no seio do povo português para a construção do Socialismo" e "praticar a solidariedade com todos os povos do mundo que lutam pela sua libertação e pelo Socialismo".
 Nunca chegou a ir a votos (apresentou candidatos em 1985 e 19914 , mas desistiu antes do dia das eleições), tendo apoiado Otelo Saraiva de Carvalho às eleições presidenciais de 1980, onde este obteve um resultado desastroso, com somente 85.896 votos (1,49%).

O Movimento Independente para a Reconstrução Nacional / Partido da Direita Portuguesa, (MIRN/PDP), foi um partido português, já dissolvido, fundado em 1979.
Foi oficialmente inscrito como partido em 1979 tendo na sua genealogia o Movimento Independente para a Reconstrução Nacional (MIRN), criado em janeiro de 1977 pelo general Kaúlza de Arriaga, seu líder.
Concorreu unicamente às eleições legislativas de 1980 coligado com o Partido da Democracia Cristã (PDC) e a Frente Nacional (FN) tendo obtido resultados pouco significativos.
Em 1984 cessou a sua actividade enquanto partido político.
 Cronologia janeiro de 1977 - criação do MIRN - Movimento Independente para a Reconstrução Nacional 27 de julho de 1979 - oficialização do partido MIRN/PDP no STJ1 5 de outubro de 1980 - a coligação PDC-MIRN/PDP-Frente Nacional concorre às eleições legislativas de 19802 30 de junho de 1984 - cessou as suas actividades3 12 de novembro de 1997 - oficialização da dissolução do partido
Partido da direita democrática social, defendendo o estabelecimento de um regime presidencialista1 , foi no entanto normalmente conotado com a extrema-direita.

O Partido da Solidariedade Nacional (PSN) é um antigo partido político português que surgiu em
Partido da Solidariedade Nacional
1990 com uma plataforma ligada principalmente à defesa dos direitos dos cidadãos aposentados.
 O partido rapidamente recebeu a alcunha de "partido dos reformados", mas apesar de tudo conseguiu votos suficientes para eleger um deputado nas eleições legislativas portuguesas de 1991: o seu presidente Manuel Sérgio, que cumpriu a legislatura de uma forma muito discreta.
 Nas eleições de 1995, o partido verificou a erosão da grande parte da sua base de apoio, ficando de fora da Assembleia da República.
Nas últimas eleições não tem apresentado listas. Nas eleições legislativas de 2002, recolheu apenas 7 votos a nível nacional, deixando de existir nesse mesmo ano.
Partido Português das Regiões( PPR)
Partido Português das Regiões
Defende um modelo democrático assente nos valores regionais, éticos e sociais de liberdade, desenvolvido através de órgãos nacionais, regionais e autárquicos.
Inscrito oficialmente no Tribunal Constitucional conforme Acórdão 256/95, publicado no Diário da República II Série de 23/06/1995.
O seu registo foi cancelado através do Acórdão 750/98 do Tribunal Constitucional, publicado em Diário da República, II Série, em 23/07/1999.
Nunca concorreu a qualquer ato eleitoral.
Adoptaram como símbolo uma estrela prateada sobre outra estrela azul tudo circunscrito por um círculo também azul. Força partidária de matriz regionalista que apenas pretendia concorrer no círculo do Porto, preconizava a defesa e promoção, em geral, de "valores regionalistas", com características semelhantes à Forza Italia de Silvio Berlusconi[


A FEH - Frente Ecologia e Humanismo (MPT-P.H.) foi uma coligação política portuguesa, que
reunia o Partido da Terra (MPT) e o Partido Humanista (P.H.), constituída para fins eleitorais, com o fim de concorrer às eleições para a Assembleia da República de 2009, apresentando-se em todos os círculos eleitorais com exceção dos círculos dos Açores e Madeira.
No que diz respeito ao programa eleitoral, o líder do PH revelou que estará centrado nos vectores humanista e ecológico: «É um programa que bebe muito do que já era o conjunto de ideias programáticas dos dois partidos e, mais do que saber de onde é que vem cada partido, o que importa é que nós conseguimos estabelecer aqui uma convergência programática que afirma a ideia do ser humano como valor e preocupação.»



O Partido da Gente (PG), foi um partido político português, já extinto, criado em 1995.
De inspiração cristã, defendendo a promoçao da democracia política, social, económica e cultural, baseada em principios éticos, sociais e democráticos da doutrina cristã.
 Adoptaram como símbolo a letra "G" em branco e uma vassoura vermelha, sobre um retângulo de fundo azul.
 O partido pertencia à Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, e foi a segunda tentativa dos adeptos desta Igreja para formar uma organização política.
Em 22 de fevereiro de 1995, o tribunal tinha indeferido o registro do Partido Social-Cristão, alegando que a Constituição não permite partidos religiosos. Em janeiro, durante a discussão dos estatutos do partido, o projeto de programa defendia a melhoria dos sistemas de saúde e segurança social e mais verbas para a educação.
 Concorreu apenas as eleiçoes para a Assembleia da República no ano de 1995, tendo obtido 8 279 votos, com uma percentagem de 0,14%, não tendo elegido qualquer deputado.
 O Movimento pelo Doente (MD) 
Movimento pelo Doente
É um antigo partido político de Portugal, inscrito oficialmente em
23 de Abril de 2002 no Tribunal Constitucional, que concorreu às eleições europeias em 2004.
Propunha-se promover e defender a Justiça, a Paz, a Solidariedade, os Direitos do Homem e as liberdades fundamentais em geral, e, em particular, os direitos sociais decorrentes do direito à protecção da saúde do cidadão português, onde quer que se encontre.
 Em 17 de janeiro de 2007 foi aceite pelo Tribunal Constitucional a sua dissolução, prevendo-se a sua conversão em associação sem fins lucrativos.

O Movimento Alternativa Socialista (antes Ruptura/FER) é uma organização política trotskista
Movimento Alternativa Socialista
portuguesa e é o resultado da fusão entre a Frente de Esquerda Revolucionária (FER), e os jovens activistas do movimento estudantil (Ruptura).
 O seu 1ºCongresso realizou-se em Abril de 2000 e o seu 5º Congresso teve lugar em Lisboa em 2008. Os activistas do Ruptura/FER integram o Bloco de Esquerda, animando a sua construção. Na última Convenção Nacional do Bloco de Esquerda ajudaram a impulsionar a Moção C junto com independentes (obtendo cerca de 15% dos votos).
Na Conferência de Jovens do BE de 2007, o Ruptura/FER animou uma lista opositora (Lista B) que recolheu cerca de 33% dos votos, tendo então empenhado-se na construção de uma corrente própria ("Luta Socialista"), integrante do BE. No entanto, em Dezembro de 2011 a Ruptura/FER abandonou o BE1 , estando atualmente num processo de transformação em partido político, o "Movimento Alternativa Socialista"
.O Ruptura/FER afirma nos seus estatutos que: "luta contra a exploração capitalista e todas as formas de opressão do ser humano, por um regime de democracia socialista, pelo poder dos trabalhadores, que garanta a transição para o socialismo e o comunismo.
Entendemos por socialismo uma sociedade em que o poder é exercido democraticamente pelos trabalhadores e por comunismo uma sociedade sem classes e sem estado.
Isso implica o repúdio das "experiências" de gestão do capitalismo protagonizadas pela social-democracia (governos PS), quer dos regimes totalitários dominados por um partido único estalinista. O MAS legalizou-se em agosto de 2013 (uma primeira tentativa de legalização em março de 2013 havia sido rejeitada, uma vez que os seus estatutos violavam as premissas exigidas pelo Tribunal Constitucional  ).
LIVRE é um partido político português.
Os seus princípios fundadores são: Universalismo, Liberdade, Igualdade, Solidariedade, Socialismo, Ecologia e Europeísmo.
 O seu símbolo é a papoila.
 Foi legalizado pelo Tribunal Constitucional a 19 de março de 2014
 O LIVRE distingue-se de outros partidos portugueses pela forma de organização interna.
Em particular, o método de selecção dos seus candidatos às eleições a que se apresenta, segue o formato de primárias abertas, e rompe com a tradição de escolha de candidatos por convite de direcções partidárias.
Deste modo, todos os cidadãos eleitores podem ser candidatos pelo LIVRE, desde que se revejam nos seus princípios fundadores.
Desde a sua criação, o partido procura tomar decisões da forma mais inclusiva.
 Juntos pelo Povo (JPP) é um partido político português, o 21º, com origem em Santa Cruz, na
Região Autónoma da Madeira.
Os seus princípios fundadores são Unidade, Transparência e Resistência, tal como indica o seu símbolo.
 Foi legalizado pelo Tribunal Constitucional a 27 de janeiro de 2015.
 O partido tem origem num movimento do concelho de Santa Cruz, na Região Autónoma da Madeira, que disputou as eleições autárquicas de 2013 nesse concelho, conquistando a maioria absoluta, com Filipe Sousa como cabeça-de-lista.
Dada esta vitória eleitoral, o movimento decidiu converter-se em partido político, em Março de 2014, , tendo submetido as mais de 10 mil assinaturas recolhidas (muito acima das 7 500 exigidas por lei) ao Tribunal Constitucional em Novembro de 2014.
Foi formado com o propósito de concorrer às eleições legislativas regionais na Madeira em 2015, já que a Constituição da República Portuguesa não permite a candidatura de movimentos de cidadãos aos órgãos legislativos do país, nem sequer a existência de partidos regionais, ficando o JPP habilitado a disputar qualquer acto eleitoral em todo o país
O Partido Democrático Republicano (PDR) é um partido político português (22º).
 11 de fevereiro de 2015
A 5 de Outubro de 2014, o advogado António Marinho e Pinto, criou o PDR em Coimbra, após o seu abandono da delegação do Partido da Terra (MPT) no Parlamento Europeu, partido pelo qual foi eleito eurodeputado nas Eleições para o Parlamento Europeu de 2014, com 7,15% dos votos. Conseguiu reunir 13 000 assinaturas (muito acima das 7 500 exigidas por lei), que foram entregues no Tribunal Constitucional a 1 de dezembro de 2014. O PDR foi legalizado pelo Tribunal Constitucional de Portugal a
Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC ou M!C) foi criado com base nos princípios que Janeiro de 2006, em que recolheu mais de 20% dos votos totais apesar de não ter beneficiado do apoio de nenhum partido político.
Estiveram na base da candidatura de Manuel Alegre à Presidencia da República Portuguesa em
 O MIC tem o objectivo de contribuir para o desenvolvimento da cidadania e o fortalecimento da sociedade civil portuguesa melhorando assim a qualidade da própria democracia.
A Assembleia Constituinte do MIC foi realizada em 27 de Maio de 2006 apesar de a sua carta de intenções ter sido feita logo no rescaldo das eleições em 18 de Fevereiro de 2006. No final de 2006 o MIC elegeu pela primeira vez os representantes dos seus vários órgãos tendo neste momento (Março de 2007) acabado de aprovar o primeiro Plano de Actividades e Orçamento estando a desenvolver esforços no sentido de estabelecer núcleos locais por todo o país. Desde 2006 no entanto foi criado o seu site site do MIC onde estão permanentemente em aberto discussões sobre temas considerados prioritários e informações sobre a actualidade nacional e do próprio movimento.
Frente de Libertação dos Açores (FLA) foi um movimento que, no contexto da Revolução dos
Frente de Libertação dos Açores
Cravos em Portugal, pleiteou a independência dos Açores com relação aquele país.
Foi uma organização similar à Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira.
O seu antecessor foi o Movimento para a Autodeterminação do Povo Açoriano, surgido em 6 de Junho de 1974, que aspirava à legalidade democrática e, pelo menos, teoricamente, não se assumia separatista.
Com a evolução da situação política no Continente, alguns dos militantes do MAPA criaram a FLA, abertamente separatista, em Londres a 8 de abril de 1975, tendo levado a cabo acções violentas naquele mesmo ano


Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira (FLAMA) foi uma organização separatista e
Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira
paramilitar da Madeira, que perpetuou ataques terroristas no passado, nomeadamente ataques bombistas.
O principal objetivo da FLAMA era a independência do arquipélago da Madeira em relação ao restante território de Portugal.
 A FLAMA levou a cabo ações armadas (atentados bombistas) nos anos 1975-1978, durante o período revolucionário que se seguiu ao golpe militar do 25 de abril de 1974.
Após a Revolução dos Cravos, o regime político português mudou de uma ditadura autoritária (o Estado Novo) para uma democracia (a Terceira República), mas só após um período de transição de dois anos conhecido por PREC, caracterizado por tumultos sociais e disputas pelo poder entre as forças políticas (designadamente as mais radicais) da esquerda e da direita.
 Deste modo, as aspirações da FLAMA, consistiam mais numa reação política de direita, por parte de algumas das elites regionais, contra a natureza esquerdista e radical do golpe militar e dos seus principais atores, do que propriamente num verdadeiro objetivo separatista, por razões étnicas ou nacionalistas.
Após a normalização do sistema político português, a partir de 1976, e a autonomização dos arquipélagos portugueses atlânticos da Madeira e dos Açores (no qual também existia um movimento similar, a Frente de Libertação dos Açores), a FLAMA perdeu muita da sua importância e influência, o que fez com que se desvanecesse e desaparecesse. Alegadamente, um dos seus mais famosos ativistas foi Alberto João Jardim[carece de fontes], figura controversa, atual presidente do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira, líder regional do PSD e antigo vice-presidente do Partido Popular Europeu.